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SAÚDE

Surto de doença de Chagas ligado a vinho de patauá confirma sete casos em Óbidos, no Pará

Três pacientes estão internados, um deles na UTI. A Vigilância Sanitária monitora 31 pessoas que consumiram a bebida artesanal em uma reunião familiar.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Surto de doença de Chagas ligado a vinho de patauá confirma sete casos em Óbidos, no Pará
Foto: Reprodução

Um surto de doença de Chagas na zona rural de Óbidos, no oeste do Pará, já tem sete casos confirmados, associados ao consumo de vinho de patauá artesanal. Três pacientes estão internados, um deles em estado grave na UTI do Hospital Menino Jesus, em Oriximiná. A outra internada está na Santa Casa de Óbidos. É o primeiro registro grave da doença no município em mais de 20 anos.

Quem foi exposto

As investigações da Vigilância Sanitária e da Adepará apontam que pelo menos 31 pessoas consumiram a bebida em uma reunião familiar em 21 de setembro. Elas moram nas comunidades Fuzil e Liberdade, às margens da rodovia PA-429. Dois dos expostos viajaram para Manaus (AM) e três para Oriximiná (PA), e também são monitorados.

Entre os sete infectados, quatro têm quadro estável e se tratam em casa. Os sintomas na fase aguda incluem diarreia, febre alta, dor no estômago, vômitos, dor no corpo e inchaço no rosto e nas pernas. As outras 24 pessoas seguem em rastreamento e farão novos exames de sorologia em Belém, mesmo que o primeiro teste tenha dado negativo. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) enviou medicamentos específicos, liberados só após avaliação médica de cada paciente.

Local interditado

A Vigilância Sanitária interditou o local onde o vinho foi produzido, na Vila Liberdade. Segundo os fiscais, a bebida foi feita para consumo da família e de vizinhos, sem venda, mas a área de manipulação tinha graves problemas de higiene: a máquina de despolpar ficava em uma varanda aberta, sem proteção contra poeira ou contra o barbeiro, inseto transmissor da doença. O responsável suspendeu as atividades e tem 30 dias para reformar o espaço, instalar barreiras físicas e fazer um curso de boas práticas, que exige a lavagem tripla dos frutos e o branqueamento, método apontado como eficaz para matar o parasita.

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