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SAÚDE PÚBLICA

Ministério da Saúde incorpora bezafibrato ao SUS para tratar colangite biliar primária

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui o medicamento na rede pública. As áreas técnicas do ministério têm até 180 dias para efetivar a oferta.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Ministério da Saúde incorpora bezafibrato ao SUS para tratar colangite biliar primária
Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde incorporou o bezafibrato ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da colangite biliar primária. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União, por meio da Portaria SCTIE/MS nº 73, de 4 de novembro. A medida entrou em vigor na data da publicação.

Prazo para chegar à rede pública

De acordo com a portaria, as áreas técnicas do Ministério da Saúde terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do medicamento na rede pública. Ou seja, a incorporação já vale, mas o remédio ainda não está necessariamente disponível nas unidades de saúde.

A decisão foi assinada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre o medicamento está disponível no site do órgão.

O que é a doença

A colangite biliar primária é uma doença autoimune crônica e rara que afeta o fígado. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca as células dos pequenos ductos biliares, canais responsáveis por transportar a bile produzida pelo fígado até o intestino. Esse processo provoca inflamação e destruição progressiva desses canais, dificultando a passagem da bile e causando seu acúmulo no fígado.

Com a evolução da doença, o acúmulo de bile pode provocar lesões nas células hepáticas, levando à formação de cicatrizes no tecido do fígado (fibrose) e, em casos mais avançados, à cirrose e à insuficiência hepática. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço persistente, coceira na pele, boca e olhos secos e desconforto abdominal. Em alguns pacientes, a doença pode permanecer sem sintomas por anos e ser identificada em exames de sangue.

A colangite biliar primária atinge principalmente mulheres, sobretudo a partir dos 40 anos. Embora não tenha cura, o tratamento busca controlar a evolução da doença, reduzir os danos ao fígado e evitar complicações. A incorporação do bezafibrato amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública para os pacientes com a condição.

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