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SAÚDE

Ministério da Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra Mpox

A compra será feita pelo Fundo Rotatório da Opas para recompor o estoque do SUS. O Brasil tem 665 casos da doença em 2026, número 94% menor que o de 2022.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Ministério da Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra Mpox
Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a Mpox, com o objetivo de reforçar o estoque do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi alinhada em reunião realizada na quarta-feira (4) e será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A pasta divulgou o anúncio em nota nesta quinta-feira (5).

Cenário da doença

Em 2026, o Brasil registrou 665 casos de Mpox, doença causada pelo Mpox vírus (MPXV). Segundo o ministério, o número é 94% inferior ao registrado em 2022, mas o cenário ainda exige vigilância e disponibilidade de vacinas para atender às demandas dos estados.

Na nota, a pasta afirmou que a compra tem caráter preventivo e estratégico, para recompor estoques e assegurar a capacidade de resposta do SUS diante da evolução do cenário epidemiológico.

Reforço no Rio de Janeiro

No dia 31 de outubro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia anunciado reforço no envio de vacinas contra a Mpox ao estado do Rio de Janeiro. Na capital fluminense foram confirmadas 74 infecções nos últimos dois meses, cerca de sete vezes o número do mesmo período de 2025, quando houve dez confirmações, segundo o Observatório Epidemiológico do município.

Na ocasião, Padilha disse que o cenário atual é diferente do surto de 2022, quando as ocorrências chegaram a quase 11 mil, e que o ministério mantém vigilância ativa em conjunto com estados e municípios.

Quem deve se vacinar

A estratégia nacional prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. A orientação é que essas pessoas procurem os Centros de Referência onde já fazem acompanhamento, para cadastro e agendamento.

Como a doença se transmite

A transmissão ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por contato direto com lesões na pele, secreções corporais ou objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. A Organização Mundial da Saúde alerta que pessoas com múltiplos parceiros sexuais têm risco maior de contrair a doença.

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