Presidente do Supremo da Bolívia foge do país após mandado de prisão por tráfico de drogas
Romer Saucedo, presidente do Tribunal Supremo de Justiça, deixou o país nesta quinta-feira (5) depois de o Ministério Público emitir ordem de prisão contra ele. Ele diz ser alvo de perseguição do governo.

O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, deixou o país nesta quinta-feira (5) depois da emissão de um mandado de prisão contra ele por tráfico de drogas. O Ministério Público informou que vai acionar a Interpol para uma busca internacional pelo magistrado.
A ordem de prisão
O procurador-geral interino, José Armando Urioste, nomeado pelo Congresso após a prisão do ex-procurador-geral Roger Mariaca, disse à imprensa na tarde desta quinta que o órgão havia emitido, no dia anterior, uma ordem de prisão por "tráfico de substâncias controladas e associação criminosa".
Urioste não detalhou qual teria sido a participação de Saucedo nos crimes. Ele afirmou apenas que as investigações vão continuar.
A versão do magistrado
Pela manhã, Saucedo anunciou em publicação na rede social X que havia saído do país. "Deixei o país, estou com toda a minha família no exílio", escreveu.
Ele afirmou sofrer perseguição e tentativas de intimidação por parte do governo do presidente Rodrigo Paz, de centro-direita. "Sei que vão forjar provas para me desacreditar", declarou. O governo não havia comentado as declarações no material consultado.
O contexto
O Tribunal Supremo de Justiça é a mais alta instância da Justiça comum na Bolívia. O país tem ainda o Tribunal Constitucional Plurinacional, que analisa questões ligadas à Constituição.
Desde outubro, vários altos funcionários do sistema judiciário boliviano foram detidos por supostos vínculos com o tráfico de drogas. Entre eles está Mariaca, preso dias depois de os Estados Unidos cancelarem o visto dele e de outros funcionários e empresários da Bolívia, da Colômbia, do Peru e do Equador.
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