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CRISE NO PARAGUAI

Câmara do Paraguai rejeita a renúncia de Peña, aprova seguir com o impeachment e barra processo contra o vice Alliana

Deputados paraguaios aprovaram por unanimidade a abertura do processo de impeachment de Santiago Peña e não aceitaram a carta de renúncia apresentada por ele mais cedo. Por 48 votos a 30, a Câmara também rejeitou o pedido de impeachment contra o vice, Pedro Alliana.

Redação MNMundo2 min de leitura
Câmara do Paraguai rejeita a renúncia de Peña, aprova seguir com o impeachment e barra processo contra o vice Alliana
Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (5) dar seguimento ao processo de impeachment do presidente Santiago Peña e rejeitou a carta de renúncia que ele havia apresentado mais cedo no mesmo dia. A abertura do processo foi aprovada por unanimidade. Os textos disponíveis indicam que ainda não estava claro se o Legislativo pode recusar a renúncia de um presidente.

Vice escapa do impeachment

Antes de votar o caso de Peña, os deputados analisaram um pedido de impeachment, apresentado pela oposição, contra o vice-presidente, Pedro Alliana, do Partido Colorado. A Câmara rejeitou o pedido por 48 votos a 30. Com o resultado, Alliana passa a ser o nome mais provável para assumir a Presidência.

Impeachment antes da saída

Ainda há um pedido separado de impeachment contra Peña em análise no Congresso. Opositores defendem que ele seja formalmente retirado do cargo antes de deixá-lo, para que perca o foro privilegiado. A renúncia também depende de aprovação do Congresso Nacional para ter validade.

Crise bancária

Peña anunciou a renúncia em um vídeo, no qual pediu desculpas à população que perdeu o acesso ao próprio dinheiro. Ele disse ter decidido sair "pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas". O presidente é acusado de ter sido conivente com a quebra do banco digital Ueno, que bloqueou as contas de milhares de correntistas. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de ter encoberto irregularidades.

Isolamento político

O processo de impeachment ganhou força depois que o atual presidente do Partido Colorado, sigla de Peña, retirou o apoio ao governo. O presidente do Congresso, Basilio Nuñez, também do Partido Colorado, igualmente retirou o apoio. Mais cedo, todas as bancadas da Câmara haviam anunciado que votariam a favor do impeachment. Peña assumiu o governo em 2023, e o mandato iria até 2028.

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