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PARAGUAI

Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai em meio a crise do banco Ueno

O presidente paraguaio, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), horas depois de o Congresso dar os primeiros passos para votar seu impeachment e o do vice, Pedro Alliana.

Redação MNMundo2 min de leitura
Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai em meio a crise do banco Ueno
Foto: Reprodução

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio a uma crise política que se agravou ao longo do dia. Mais cedo, o Congresso do país havia dado os primeiros passos para votar um pedido de impeachment contra Peña e contra o vice-presidente, Pedro Alliana.

Origem da crise

A crise começou depois que o banco digital Ueno fechou as portas e deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades. Os pedidos de destituição tratam de supostos conflitos de interesse e de questões relacionadas à gestão de recursos previdenciários e ao banco.

Pressão dentro do próprio campo político

Nesta quinta-feira, o ex-presidente Horacio Cartes, uma das principais lideranças do Partido Colorado, anunciou apoio ao impeachment de Peña e se reuniu com Alliana para discutir o cenário político. A bancada governista também declarou apoio à abertura do processo, sob o argumento de restaurar a ordem institucional.

O que diz a Constituição

Pela Constituição paraguaia, o vice-presidente substitui o chefe de Estado em caso de vacância do cargo. Alliana, de 52 anos, também é alvo de um pedido de destituição apresentado por parlamentares da oposição, mas integrantes de uma ala do Partido Colorado defendem que ele permaneça e assuma o Executivo. Para a aprovação de uma destituição, são exigidos votos de dois terços da Câmara dos Deputados e do Senado.

Trajetória

Peña, de 47 anos, foi eleito presidente em abril de 2023 e tomou posse em agosto daquele ano, com mandato previsto até 2028. É economista, trabalhou no Fundo Monetário Internacional e foi ministro da Fazenda no governo de Horácio Cartes, entre 2015 e 2017.

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