Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
ELEIÇÕES NO RIO

Paes pede ao TRE-RJ a cassação da chapa de Douglas Ruas por abuso de poder econômico e desinformação

O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) pede a cassação e a inelegibilidade por oito anos do governador eleito e da vice, ambos do PL. A ação ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Paes pede ao TRE-RJ a cassação da chapa de Douglas Ruas por abuso de poder econômico e desinformação
Foto: Reprodução

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para pedir a cassação da chapa do governador eleito, Douglas Ruas (PL), e da vice, Fernanda Louback (PL). A ação, de 90 páginas, acusa os adversários de abuso de poder econômico, desinformação eleitoral e compra de votos. Não houve manifestação de Ruas até a publicação deste texto.

O que a ação alega

A campanha de Paes atribui aos candidatos do PL uma "estratégia coordenada de desinformação e manipulação do eleitorado". Um dos pontos é a produção de mais de 100 mil panfletos que associavam Paes a Lula (PT) e a pautas como a legalização do aborto e a liberação das drogas. Outro são santinhos com a foto de Paes e os números 13 ou 22 no lugar do 55, do PSD, que, segundo a ação, induziam o eleitor a anular o voto. Mais de 204 mil eleitores digitaram e confirmaram o 13 para governador e tiveram o voto anulado. A reportagem registra que não há provas de que o material tenha sido distribuído por iniciativa de Ruas.

A ação também afirma haver indícios de compra de votos e coação de eleitores, com base em relatos publicados em redes sociais e queixas ao Disque Denúncia. Além da cassação, Paes pede a inelegibilidade de Ruas e Fernanda por oito anos e a devolução dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha usados nos materiais.

Contexto

Ruas foi declarado governador eleito no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos, depois da exclusão definitiva dos 274.411 votos de Anthony Garotinho, que concorreu com o registro indeferido. Antes da retotalização, ele tinha 49,27%, percentual insuficiente para evitar o segundo turno. O PSD também apresentou uma ADPF ao Supremo Tribunal Federal para contestar o cálculo dos votos válidos. O relator é o ministro Cristiano Zanin, que ainda não decidiu. O TRE-RJ vai definir se há elementos para abrir uma investigação.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp