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Ministério da Notícia
CASO MASTER

Mendonça dá 15 dias para a PGR se manifestar sobre o indiciamento de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF, abriu prazo de 15 dias para a PGR analisar o relatório da PF que indiciou Daniel Vorcaro e outros 14 investigados e o pedido de prorrogação do inquérito.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Mendonça dá 15 dias para a PGR se manifestar sobre o indiciamento de Vorcaro
Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o indiciamento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O despacho foi publicado nesta quarta-feira (4). Mendonça é o relator do caso Master na corte.

O que diz o despacho

O prazo vale para a PGR analisar o relatório em que a Polícia Federal (PF) indiciou Vorcaro e mais 14 investigados por fraudes financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB). O mesmo prazo de 15 dias foi concedido para que a PGR opine sobre o pedido da PF para prorrogar a investigação por mais 60 dias.

No despacho, o ministro afirma que os relatórios da PF estão parcialmente concluídos e que os investigadores pediram prazo adicional para examinar laudos periciais em elaboração. Segundo ele, esse trabalho é necessário para a verificação da materialidade dos fatos, a reconstrução dos fluxos financeiros e a individualização de condutas.

O que apontou a PF

Na semana passada, os investigadores concluíram o relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com o documento, Vorcaro teve participação pessoal, reiterada e diretiva nas operações com carteiras de crédito irregulares do Master que causaram prejuízos ao BRB. O prejuízo já apurado é de cerca de R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas decorreu de carteiras inexistentes, em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master.

Posição da defesa

Vorcaro está preso desde março, na Papudinha, no Distrito Federal. Após o indiciamento, a defesa criticou a PF e disse que a corporação se limita a repetir a mesma narrativa e não conseguiu avançar nas investigações. Os advogados sustentam que o negócio das carteiras da Tirreno não foi concluído, que elas foram substituídas por outros ativos e que nenhuma perícia oficial apurou prejuízo ao BRB. Em outra frente, a defesa alega violação de direitos pela demora no indiciamento e na manutenção da prisão preventiva.

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