Governo federal deve manter subsídio de R$ 2, 12 ao diesel por mais 30 dias
Ministério do Planejamento avalia prorrogar o benefício para conter a alta nos preços dos combustíveis e garantir o abastecimento interno

O governo federal planeja prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel. O anúncio foi indicado nesta quinta-feira pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante entrevista coletiva. A medida busca conter os impactos da alta do petróleo no mercado internacional e evitar saltos expressivos nos valores cobrados nas bombas do país. A decisão ocorre em meio a um cenário de instabilidade no Oriente Médio e pressões inflacionárias sobre os custos logísticos nacionais.
Atualmente, a subvenção é composta por duas frentes implementadas pela gestão federal. A primeira parcela é de R$ 1,12 por litro e tem vigência até o próximo sábado, conforme medida provisória vigente. A segunda parte corresponde a um adicional de R$ 1 por litro, lançado no início de setembro para amortecer o encarecimento do produto. A arquitetura jurídica atual permite ao Executivo ajustar os valores conforme as variações do mercado externo, garantindo a estabilidade da quantia final repassada.
O tema foi detalhado pelo ministro ao explicar a liberação de R$ 1,8 bilhão no Orçamento de 2026. Moretti ressaltou que a proposta será encaminhada para a avaliação final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias. A equipe econômica demonstra otimismo quanto à continuidade do auxílio diante dos indicadores recentes de mercado. Caso a prorrogação seja oficializada, o suporte financeiro continuará a amparar o transporte rodoviário de cargas e o sistema de transporte coletivo urbano.
Impacto nas contas públicas
A estratégia de baratear os combustíveis envolve um conjunto amplo de ações anunciadas pelo governo ao longo do mês. O pacote global inclui a desoneração de tributos federais, como a redução de R$ 0,63 por litro de PIS e Cofins sobre a gasolina e de R$ 0,19 por litro sobre o etanol. O custo estimado de todas essas intervenções somadas atinge a marca aproximada de R$ 7 bilhões mensais para os cofres da União. O objetivo central é blindar a economia doméstica contra choques externos de oferta e demanda.
A manutenção do benefício impede o encerramento abrupto da subvenção original que expira no final de semana. Sem a intervenção, o setor de transporte enfrentaria um reajuste imediato nos custos operacionais em um momento de alta sensibilidade na cadeia logística. A preservação do valor total de R$ 2,12 por litro atua como um amortecedor contra problemas de desabastecimento nas refinarias e distribuidoras locais. A medida também dialoga com os esforços estatais para mitigar a inflação acumulada nos itens essenciais.
A formalização da prorrogação depende da assinatura do presidente da República e da publicação oficial no Diário Oficial da União. O Ministério do Planejamento e Orçamento monitora de perto as flutuações das cotações do petróleo para calibrar as próximas etapas da política de combustíveis. A expectativa é que o martelo seja batido antes do vencimento do prazo atual, assegurando a continuidade financeira do programa de subsídios sem interrupções temporais para o setor produtivo.
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