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Ministério da Notícia
PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Senacon investiga setenta postos de combustíveis por aumento abusivo

Estabelecimentos alvos de processos administrativos podem receber multas de até catorze milhões de reais

Redação MNEconomia3 min de leitura
Senacon investiga setenta postos de combustíveis por aumento abusivo
Foto: Ministério da Notícia

A Secretaria Nacional do Consumidor instaurou nesta segunda-feira setenta processos administrativos sancionadores contra postos de combustíveis. A medida ocorre após a identificação de indícios de aumento abusivo de preços praticados pelos estabelecimentos comerciais. O órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública conduz a apuração com base nas regras do Código de Defesa do Consumidor. Os locais investigados terão o prazo de quinze dias para apresentar a defesa formal perante as autoridades competentes.

Os atos de fiscalização que motivaram as autuações foram encaminhados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Os relatórios técnicos registraram elevações de margem superiores a setenta por cento em postos localizados em quatro estados brasileiros. Os estabelecimentos alvos da ação ficam situados no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em São Paulo e no Paraná. Na última sexta-feira, a agência reguladora informou ter recebido cerca de trezentas e trinta denúncias sobre elevações injustificadas nos valores cobrados aos motoristas.

As informações detalhadas foram compartilhadas com a Secretaria Nacional do Consumidor para subsidiar a fiscalização e a análise do comportamento dos preços no mercado nacional. Diante do cenário de alta nas margens de lucro identificadas pelos técnicos, a pasta convocou uma reunião nacional emergencial. O encontro com os órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor foi agendado para esta terça-feira. A finalidade do encontro é estruturar ações coordenadas de fiscalização em todo o território nacional para coibir práticas consideradas abusivas.

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Ações coordenadas de fiscalização

A estratégia articulada pelo governo federal reúne um conjunto de medidas de caráter preventivo e repressivo. O objetivo principal é coibir condutas oportunistas voltadas para a elevação de preços sem justificativa compatível com as condições efetivas de comercialização dos combustíveis. O governo federal também sancionou recentemente uma lei que permite a redução de tributos incidentes sobre os combustíveis comercializados no país. A conjunção de normas tributárias e fiscalizações mais rigorosas busca blindar o consumidor contra oscilações artificiais no mercado.

O Código de Defesa del Consumidor estabelece as balizas legais para punir empresas que elevam preços sem justa causa. As multas aplicáveis aos postos que forem condenados nos processos administrativos podem alcançar o patamar de catorze milhões de reais por infração. A gravidade da sanção varia conforme o porte econômico do estabelecimento autuado e a reiteração da conduta irregular no mercado. Os processos seguem o rito administrativo regular antes da aplicação definitiva de qualquer penalidade financeira aos comerciantes.

A reunião desta terça-feira consolida a cooperação entre a administração federal e as secretarias locais de proteção ao consumidor. Os órgãos estaduais atuam em conjunto para verificar a consistência das planilhas de custos apresentadas pelos postos investigados. A fiscalização conjunta pretende abranger centenas de revendedores suspeitos de aproveitar o momento econômico para ampliar margens de lucro indevidamente. O desdobramento das fiscalizações depende da análise das defesas apresentadas pelos postos no prazo legal estabelecido.

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