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BRASIL ENDIVIDADO

Inadimplência chega a quase 84 milhões de brasileiros, aponta Serasa

Dados de agosto mostram 83,98 milhões de pessoas negativadas. Total segue em alta, enquanto o ritmo de crescimento diminui e as renegociações avançam.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Inadimplência chega a quase 84 milhões de brasileiros, aponta Serasa
Inadimplência chega a quase 84 milhões de brasileiros, aponta Serasa
Foto: Ministério da Notícia

O Brasil registrou 83,98 milhões de pessoas negativadas em agosto de 2026, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. O número se aproxima de 84 milhões e representa um novo recorde da série histórica.

O crescimento mensal foi de 0,06%, o menor de 2026, ante 83,93 milhões de pessoas no mês anterior. A desaceleração indica uma alta mais lenta: o total de consumidores com pendências continuou aumentando.

Juros e dívidas acumuladas pressionam a renda

Em reportagem publicada nesta segunda-feira (21), o UOL ouviu especialistas sobre as razões do avanço da inadimplência. Para Flávio Ataliba, pesquisador associado do FGV Ibre, a ampliação do acesso ao crédito, especialmente durante a pandemia, levou pessoas sem renda suficiente a recorrer a empréstimos. Os juros elevados agravaram a dificuldade de pagamento.

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Katherine Hennings, também pesquisadora associada do FGV Ibre, explicou ao portal que parte dos ganhos de renda das famílias é absorvida por juros e parcelas de dívidas antigas. Com menos dinheiro disponível para despesas básicas, consumidores acabam procurando novas linhas de crédito, alimentando o ciclo de endividamento.

Ao UOL, a Febraban afirmou que os bancos adotam critérios de concessão e medidas para prevenir o superendividamento, além de ações de educação financeira e renegociação.

Acordos de renegociação crescem

Entre maio e agosto, a Serasa registrou 19,7 milhões de acordos em sua plataforma, aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2025. O número de consumidores que negociaram passou de 7,1 milhões para 9,4 milhões.

A empresa relaciona a expansão dos acordos aos mutirões e às condições de pagamento oferecidas. Os dados mostram que as renegociações avançaram ao mesmo tempo em que o número de negativados cresceu mais lentamente.

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