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Moody's vê fragilidade institucional no Paraguai após crise do Ueno Bank, mas não prevê mudança na nota

A agência de classificação de risco avalia que a quebra do banco e a crise política expuseram falhas de governança, mas mantém a visão de fundamentos sólidos e não antecipa efeito imediato sobre a nota de crédito.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Moody's vê fragilidade institucional no Paraguai após crise do Ueno Bank, mas não prevê mudança na nota
Foto: Reprodução

A agência de classificação de risco Moody's afirmou nesta sexta-feira (6) que a quebra do Ueno Bank e a crise política que levou ao anúncio de renúncia do presidente Santiago Peña expuseram fragilidades institucionais e problemas de governança no Paraguai. A agência, porém, não prevê, por enquanto, efeitos sobre a nota de crédito do país.

O que diz o relatório

Segundo a Moody's, o Paraguai mantém fundamentos econômicos sólidos, sustentados pelo crescimento da atividade e por uma dívida pública relativamente baixa, equivalente a cerca de 38% do Produto Interno Bruto (PIB). Os acontecimentos recentes, no entanto, revelam deficiências persistentes no combate à corrupção e na capacidade de fiscalização das instituições públicas.

O país tem classificação Baa3, com perspectiva estável, o primeiro nível da categoria de grau de investimento. A agência não anunciou mudança na nota. O principal risco econômico apontado está na possibilidade de a instabilidade política se prolongar e comprometer a confiança dos investidores.

A crise

O Ueno Bank entrou em processo de resolução em 2 de novembro, depois que o Banco Central do Paraguai identificou uma insuficiência patrimonial grave. A instituição concentrava 9% dos depósitos e 8% dos empréstimos do sistema bancário em setembro. A intervenção provocou protestos, investigações sobre a administração do banco e questionamentos sobre os vínculos entre seus controladores e integrantes do governo.

Peña anunciou a renúncia na quinta-feira (5), mas o Congresso não a aceitou e deu início a um processo de impeachment. Ele permanece no cargo enquanto a crise não é resolvida.

Cenário esperado

A Moody's espera uma transição de poder ordenada e a manutenção da política econômica atual, baseada em disciplina fiscal, autonomia do Banco Central e controle da inflação. O vice-presidente Pedro Alliana é o sucessor constitucional e, se assumir, deverá cumprir o restante do mandato, previsto para terminar em agosto de 2028. A agência considera provável que ele preserve a orientação econômica do governo atual.

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