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MERCADO

Ibovespa sobe 1,39% e fecha em 168,4 mil pontos; dólar termina a R$ 5,50, maior nível desde dezembro de 2025

A bolsa brasileira teve recuperação técnica nesta sexta-feira, com alta dos bancos. O dólar avançou após dados de emprego dos Estados Unidos acima do esperado.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Ibovespa sobe 1,39% e fecha em 168,4 mil pontos; dólar termina a R$ 5,50, maior nível desde dezembro de 2025
Foto: Reprodução

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,39% nesta sexta-feira (6) e chegou a 168,4 mil pontos, em um movimento de recuperação técnica depois de quedas de mais de 1% ao longo da semana. O dólar, por sua vez, encerrou em leve alta, cotado a R$ 5,50, o maior nível desde dezembro de 2025.

Bancos lideram as altas

Entre as ações de maior peso do índice, os bancos operaram majoritariamente no campo positivo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 4,06%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que avançou 2,98%. O Itaú (ITUB4) subiu 1,68%. O Santander (SANB11) foi na direção contrária e recuou 1,50%.

Juros e cenário fiscal

O mercado ainda digere a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Para Rafael Pastorello, gestor de portfólio do banco Sofisa, a decisão foi bem recebida pelos agentes econômicos. Ele avalia que ela reflete uma atuação técnica e coerente do Banco Central, mas observa que o comunicado destacou desafios, nos ambientes doméstico e externo, ainda marcados por elevada incerteza e pressões inflacionárias persistentes.

Segundo Lucas Xavier, chefe da mesa de renda variável da AW Capital, os investidores seguem cautelosos. Ele diz que o mercado aguarda informações sobre ajustes fiscais vindos de Brasília, evento que, na avaliação dele, pode alterar a precificação de forma relevante e aumentar o volume negociado.

Dólar e dados dos Estados Unidos

A divulgação do relatório oficial de empregos dos Estados Unidos (payroll), significativamente acima das expectativas, reforçou a percepção de maior aquecimento da economia norte-americana. Segundo Pastorello, isso aumentou as apostas de elevação dos juros na próxima reunião do Fed, o que fortalece o dólar no mundo e pressiona o real.

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