Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
STF E TSE

Gilmar Mendes critica condução do TSE na eleição: "silêncios e hesitações não são neutros"

Em publicação nas redes sociais, o ministro do STF disse que o colegiado do TSE garantiu a disputa dentro das regras e que se espera do condutor do órgão a postura de árbitro equidistante. Ele não citou nomes, e a mensagem foi lida como indireta ao presidente da Corte eleitoral, Kassio Nunes Marques.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Gilmar Mendes critica condução do TSE na eleição: "silêncios e hesitações não são neutros"
Foto: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, na madrugada desta terça-feira (3), ele não citou nomes, mas a mensagem foi interpretada como uma indireta ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

O que disse o ministro

Gilmar afirmou que as eleições de 2026 evidenciaram a "antiga lição" de que as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam. Segundo ele, foi o colegiado do TSE que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático.

"A institucionalidade, entretanto, não deveria precisar ser resgatada a cada eleição. De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe", escreveu. E acrescentou: "Silêncios e hesitações não são neutros. Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável".

O ministro ponderou que, "desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel", mas que a solidez do processo eleitoral não pode depender apenas da força do colegiado.

O contexto

No dia do segundo turno, o pedido de prorrogação do horário de votação chegou primeiro a Nunes Marques, por volta das 13h30, e não teve decisão dele em tempo hábil. O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou então a manutenção das urnas abertas até as 19h. Depois disso, o presidente do TSE concordou com a medida. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticaram a condução de Nunes Marques e do vice da Corte eleitoral, André Mendonça, enquanto apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) apontaram interferência do STF em decisões eleitorais.

Apenas 34,7 mil votos foram registrados após o horário padrão de encerramento, menos do que em 2022, e o resultado não foi afetado pela decisão.

Nunes Marques divulgou nota em que reafirma a legitimidade do resultado e defende o respeito à vontade expressa nas urnas. Não houve manifestação dele sobre a publicação de Gilmar até a conclusão desta matéria.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp