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CASO MASTER

GDF pede ao STF que R$ 2,2 bilhões bloqueados do pai de Vorcaro sejam transferidos ao BRB

O governo do Distrito Federal pediu ao Supremo que o DF e o BRB sejam reconhecidos como vítimas e que o valor bloqueado nas contas de Henrique Vorcaro vá imediatamente ao banco. A defesa dele nega que o dinheiro seja seu.

Redação MNPolítica2 min de leitura
GDF pede ao STF que R$ 2,2 bilhões bloqueados do pai de Vorcaro sejam transferidos ao BRB
Foto: Reprodução

O governo do Distrito Federal (GDF) pediu nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que R$ 2,2 bilhões bloqueados nas contas de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sejam transferidos imediatamente para o Banco de Brasília (BRB).

O que o GDF pede

A petição foi apresentada pela procuradoria-geral do Distrito Federal. Além da transferência do valor, o governo quer que o DF e o BRB sejam reconhecidos como vítimas e lesados pelas condutas investigadas no caso do Banco Master, o que lhes daria o direito de receber os recursos.

Henrique Vorcaro é investigado na Operação Compliance Zero, que apura o caso Master, e está preso desde maio deste ano. O valor foi bloqueado por determinação da Justiça. Segundo a Polícia Federal, os recursos pertencem a ele. A defesa, no entanto, nega que o dinheiro seja do empresário.

O argumento

Na petição, a procuradoria afirma que o GDF é acionista controlador do BRB e arca com as perdas das operações entre o Master e o banco público. "O ente distrital suporta, no próprio patrimônio público, os efeitos do dano causado ao banco: a desvalorização de sua participação acionária, a redução dos resultados e dividendos que lhe cabem e o risco de ter de recompor, com recursos do Tesouro distrital, a higidez patrimonial de instituição financeira pública", diz o documento.

Tramitação e contexto

O pedido foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relator temporário do caso Master. Não há prazo para a decisão.

O BRB enfrenta uma crise provocada pelos negócios com o Master. Em março de 2025, o banco público anunciou a intenção de comprar parte da instituição privada. No fim de outubro, a Polícia Federal indiciou 15 suspeitos de participação nas condutas ilegais, entre eles Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e ex-diretores do banco.

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