Anvisa manda apreender lotes falsificados de remédio para câncer e toxina
Órgão regulador também suspendeu propagandas irregulares de manipulados e proibiu a venda de produtos à base de cannabis sem autorização.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão de lotes falsificados de medicamentos nesta segunda-feira. A medida atinge diretamente unidades irregulares do remédio Phesgo, utilizado no tratamento de câncer de mama. Além disso, a decisão alcança três lotes fraudulentos da toxina botulínica Dysport no mercado nacional. As resoluções foram oficializadas no início da semana pelos órgãos competentes.
No caso específico do medicamento oncológico, a fabricante Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos comunicou a identificação de embalagens com características divergentes do padrão original. A restrição recai sobre o lote B5011B05, fabricado em junho de 2025. Unidades falsificadas não podem receber armazenamento, comercialização ou aplicação em pacientes. Profissionais da saúde e consumidores devem conferir a numeração antes de qualquer procedimento médico.
A fiscalização também abrange a toxina botulínica tipo A comercializada sob a marca Dysport. A empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica confirmou que não reconhece três lotes específicos encontrados em circulação. Os itens irregulares possuem validade estendida até o primeiro semestre de 2029 e numerações que exigem atenção imediata. Qualquer suspeita deve ser comunicada aos órgãos de vigilância para evitar riscos estéticos e terapêuticos.
Suspensão de propagandas e cannabis
A resolução da agência reguladora avançou sobre canais digitais para coibir publicidade irregular de produtos farmacêuticos. A divulgação de medicamentos manipulados comercializados pela empresa Queen Pharma Aesthetic foi totalmente suspensa. As formulações irregulares prometiam emagrecimento, redução de gordura localizada e cuidados capilares. A Farmácia Malheiro também sofreu sanções semelhantes por anúncios em seu site oficial.
Outro foco da operação foi a proibição da venda de derivados de cannabis divulgados por uma empresa não identificada na internet. Os itens comercializados nas redes sociais não possuem registro sanitário válido no Brasil. A agência reforça que a comercialização de substâncias controladas exige autorização prévia e documentação regularizada. Consumidores precisam consultar os canais oficiais antes de finalizar qualquer aquisição online.
A autarquia federal orienta que a verificação de regularidade ocorra por meio dos sistemas digitais disponibilizados para a população. A medida visa proteger a saúde pública contra fraudes generalizadas no setor farmacêutico. Novas etapas de fiscalização continuam previstas para monitorar o cumprimento das determinações em todo o território nacional.
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