Alcolumbre rebate líder do PL e lamenta que políticos tenham vencido eleições "ofendendo e agredindo"
Em discurso no plenário, o presidente do Senado respondeu a críticas de Carlos Portinho sobre a PEC da maioridade penal e questionou a postura da oposição sobre as urnas eletrônicas. Portinho nega ter ofendido alguém.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta quarta-feira (4), em discurso no plenário, que lamenta que políticos tenham vencido as eleições de outubro "ofendendo, mentindo e agredindo". A fala veio depois de críticas do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), à decisão de não votar naquele dia a PEC que reduz a maioridade penal.
A discussão sobre a PEC
Mais cedo, Alcolumbre havia dito que não pautaria o texto porque a Câmara começou a discutir o tema antes. Portinho afirmou que ele descumpria um acordo feito entre os líderes no dia anterior e disse: "O senhor fez um compromisso; compromisso é para ser cumprido". O PL defende reduzir a maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos e para 16 nos demais.
A resposta no plenário
Alcolumbre disse que "alguns colegas passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência" e que muitos atores políticos "se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas". Segundo ele, as campanhas não trataram de universidades, saúde, desenvolvimento econômico nem da defesa das instituições.
O senador citou ainda as urnas eletrônicas. Disse que a mesma urna que elegeu 120 deputados federais do partido do candidato derrotado e mais de 20 senadores no primeiro turno passou a ser questionada após o segundo, em referência a falas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula (PT) na disputa presidencial.
Reação
Portinho respondeu que não ofendeu ninguém e que não tratou de urna eletrônica. Parlamentares governistas defenderam Alcolumbre em discursos no plenário.
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