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Trump nomeia Stephen Miller chefe de gabinete da Casa Branca no lugar de Susie Wiles

O presidente Donald Trump anunciou que Stephen Miller, idealizador da política migratória de linha dura, será o novo chefe de gabinete. Susie Wiles deixa o cargo na segunda-feira (9).

Redação MNMundo2 min de leitura
Trump nomeia Stephen Miller chefe de gabinete da Casa Branca no lugar de Susie Wiles
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta sexta-feira (6) Stephen Miller como novo chefe de gabinete da Casa Branca. O anúncio foi feito na rede social Truth Social, dias depois da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.

Troca no comando do gabinete

Miller assume o posto a partir de segunda-feira (9), no lugar de Susie Wiles, que deixa o cargo. Wiles foi a primeira mulher a exercer a função. Na mensagem, Trump agradeceu a ela pelo trabalho: "ela fez um ótimo trabalho!", escreveu o presidente.

Miller era até agora vice-chefe de gabinete e principal assessor político de Trump. Ocupava a função desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025, e foi conselheiro sênior no primeiro mandato.

Quem é Stephen Miller

Nascido em Santa Monica, na Califórnia, Miller formou-se em Ciências Políticas na Universidade Duke e começou a carreira como assessor de parlamentares republicanos no Congresso, entre eles o então senador Jeff Sessions, do Alabama.

É apontado como o autor de algumas das medidas migratórias mais rígidas do primeiro governo Trump, entre elas a proibição de entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana e a política de separação de famílias na fronteira, criticada pela ONU e por organismos internacionais. Nos últimos anos, trabalhou na elaboração jurídica dos planos de deportação em massa prometidos na campanha.

Contexto político

A mudança ocorre após o resultado desfavorável aos republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato. O Partido Republicano sofreu o que foi descrito como uma derrota expressiva, e a nomeação de Miller indica a manutenção da agenda de endurecimento da política de imigração no centro das decisões da Casa Branca.

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