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VENEZUELA

María Corina Machado visita familiares de presos políticos acampados diante da prisão Rodeo I, em Caracas

A líder opositora e Nobel da Paz leu uma lista com mais de 400 presos políticos e pediu a libertação de todos. O acampamento dos parentes existe há mais de 300 dias.

Redação MNMundo2 min de leitura
María Corina Machado visita familiares de presos políticos acampados diante da prisão Rodeo I, em Caracas
Foto: Reprodução

A líder opositora venezuelana María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, visitou nesta sexta-feira (6) familiares de presos políticos que acampam há mais de 300 dias em frente à prisão Rodeo I, nos arredores de Caracas. Ela foi recebida por cerca de cem parentes dos detentos, em meio a palavras de ordem. Um dos cartazes dizia "Libertem todos os presos políticos".

A lista e as declarações

Cercada pelos familiares, Corina leu uma lista com os nomes de mais de 400 presos políticos e os anos de condenação de cada um. Segundo ela, as penas somam 1.456 anos, "roubados apenas desses venezuelanos". Ao terminar, afirmou: "Liberdade para todos os presos políticos, justiça para as vítimas, reparação para seus familiares, memória para que nunca seja esquecido e garantias para que isso nunca mais aconteça".

A opositora disse ainda que "não descansaremos até que o último preso político, civil ou militar, obtenha liberdade plena" e citou "milhares de perseguidos, milhares de torturados". Segundo ela, 23 presos políticos morreram sob custódia do regime desde 2015.

Contexto

O acampamento foi montado dias depois da captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro. O ex-ditador está preso em Nova York, onde responde, com a esposa, Cília Flores, por tráfico internacional de drogas e tortura de opositores. Corina visitou o local após voltar à Venezuela em 25 de outubro, depois de quase dez meses no exílio.

Cerca de mil presos políticos foram libertados neste ano em meio a uma anistia promovida pela líder interina Delcy Rodríguez, que era vice de Maduro e hoje chefia o país sob a tutela dos Estados Unidos. A ONG Foro Penal afirma que mais de 300 continuam presos, dos quais 68 no Rodeo I.

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