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RD Saúde tem lucro ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,2%, impulsionado por remédios de marca e GLP-1

Dona das redes Raia e Drogasil teve receita líquida de R$ 11,4 bilhões e abriu 92 farmácias no período. Margem Ebitda recuou 0,1 ponto percentual.

Redação MNEconomia2 min de leitura
RD Saúde tem lucro ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,2%, impulsionado por remédios de marca e GLP-1
Foto: Reprodução

A RD Saúde, controladora das redes Raia e Drogasil, divulgou nesta terça-feira (3) lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 9,2% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado foi puxado pelo crescimento das vendas e pela redução das despesas financeiras. Sem o efeito da venda da 4Bio, o lucro ajustado teria subido 20,1%.

Receita e margens

A receita líquida somou R$ 11,4 bilhões, avanço de 7,8% em um ano. O Ebitda ajustado chegou a R$ 1,024 bilhão, alta de 14,7%, com margem de 7,8%, recuo de 0,1 ponto percentual, ainda pressionada pelos gastos com remuneração e benefícios de funcionários no fim de 2025. As vendas em mesmas lojas cresceram 10,1%.

Remédios de marca e GLP-1

As vendas de medicamentos de marca, categoria que inclui tratamentos à base de GLP-1 para diabetes e obesidade, cresceram 19,8%. Segundo a companhia, o lançamento de novos produtos com semaglutida ampliou o acesso a esses tratamentos, e o maior volume vendido compensou a queda nos preços médios. A empresa ressalta que ainda observa abastecimento limitado da indústria para as novas marcas.

Expansão e caixa

Os canais digitais tiveram receita bruta de R$ 3,8 bilhões, alta de 27,2%, e responderam por 29,4% das vendas do varejo. A rede inaugurou 92 farmácias no trimestre, fechou nove e terminou setembro com 3.770 unidades, em 697 municípios. A participação no mercado farmacêutico nacional subiu 1,1 ponto percentual, para 19,1%. A empresa reiterou a meta de abrir entre 330 e 350 farmácias em 2026.

Os investimentos somaram R$ 418,3 milhões, alta de 13,9%. O fluxo de caixa livre caiu de R$ 615,6 milhões para R$ 160,2 milhões. A dívida líquida ajustada fechou setembro em R$ 2,9 bilhões, queda de 15,4% em um ano.

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