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Governo espera proposta dos EUA sobre tarifas até o início da próxima semana, diz ministro

O ministro Márcio Elias Rosa disse que os americanos devem enviar um esboço de acordo comercial entre esta semana e a próxima. O Brasil responderá com uma contraproposta.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Governo espera proposta dos EUA sobre tarifas até o início da próxima semana, diz ministro
Foto: Reprodução

O governo brasileiro espera receber dos Estados Unidos, entre esta semana e o início da próxima, um primeiro esboço de acordo comercial. A informação foi dada nesta terça-feira (3) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O que o ministro disse

Segundo Elias Rosa, o documento, chamado de termo de referência, deve listar os setores em que os americanos gostariam de obter redução de tarifas no mercado brasileiro. Ele afirmou que o compromisso foi assumido na reunião realizada nos Estados Unidos em 30 de setembro, com prazo de três ou quatro semanas. "Essa é a quarta semana. Então, imagino que o Brasil deva receber esse documento entre esta semana e a próxima", declarou.

O ministro disse que a informação que tem é que os americanos estão preparando o texto e que houve conversas informais no período. Ele afirmou que ainda não sabe quais setores serão pedidos e que o Brasil responderá com uma contraproposta, apontando as áreas de interesse do país.

Questionado se as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça, poderiam influenciar a negociação, o ministro respondeu: "Não, nada. Não muda absolutamente nada".

As tarifas em vigor

Desde julho estão em vigor duas tarifas do governo Trump contra produtos brasileiros: uma de 25%, sob a alegação de práticas comerciais desleais, e outra de 12,5%, por supostas falhas no combate à importação de mercadorias feitas com trabalho forçado. Juntas, atingem 3.985 produtos, o equivalente a US$ 10,8 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões) em exportações brasileiras, segundo a Confederação Nacional da Indústria.

Auxiliares do presidente Lula consideraram inaceitável a sondagem americana, feita no início do ano, por um acordo nos moldes do firmado entre Estados Unidos e Argentina.

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