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Taxas dos DIs sobem com temores sobre a agenda econômica do novo governo Lula

Os juros futuros fecharam a terça em alta, com o mercado preocupado com a política econômica e à espera da decisão do Copom nesta quarta.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Taxas dos DIs sobem com temores sobre a agenda econômica do novo governo Lula
Foto: Reprodução

As taxas dos contratos de DI (Depósito Interfinanceiro) subiram nesta terça-feira (3), em meio a temores do mercado sobre a possível agenda econômica do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e à espera da decisão de juros do Banco Central nesta semana.

Os números

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,57%, ante o ajuste de 14,48% da véspera. A do DI para janeiro de 2035 estava em 15,4%, contra 15,332% na sessão anterior. As taxas operaram em alta consistente ao longo do dia, principalmente na ponta longa da curva.

O que preocupa os investidores

No fim de semana, foi divulgado que Lula se encontraria com André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real. Em texto recente, Lara Resende defende uma mudança na condução das políticas fiscal e monetária, com redução programada e gradual da Selic a 7,5% ao ano em 12 meses, para reduzir a dívida pública sem grandes cortes de gastos. A proposta inclui o uso de parte das reservas internacionais para conter pressões sobre o real. Analistas avaliam que as medidas poderiam gerar efeito oposto ao esperado, pressionando a inflação e colocando em risco as reservas.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta tem "deficiências" e não está na mesa do governo, que defende um ajuste fiscal gradual. Ele afirmou que as indicações para o Banco Central terão "rigor técnico" e "diferentes perfis".

"Enquanto não houver clareza sobre a condução da economia e sobre a regra de gastos, o ajuste aparece primeiro no câmbio e nos juros longos", disse o CEO da Trade Arena, Gabriel Jardim.

Copom e Focus

O Copom divulga sua decisão na quarta-feira (4). O boletim Focus mostrou que economistas ainda esperam corte de 0,25 ponto percentual da Selic, mas elevaram a projeção para o fim do ano a 13,50%, de 13,25%. Outra pesquisa com analistas apontou expectativa de manutenção da taxa em 13,75%, após a forte reação negativa dos mercados à reeleição de Lula.

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