Petrobras prevê importar 125 mil barris por dia de diesel em novembro para recompor estoques
Encomendas somam 600 milhões de litros, ante 650 milhões em outubro, após paradas em refinarias. Importadores veem baixo risco de falta, mas cobram defasagem de preços.

A Petrobras deve importar diesel em novembro em nível acima da média do ano, com pequena redução em relação a outubro, para recompor estoques após paradas programadas em algumas refinarias. A informação é da diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano.
Os números
As encomendas para novembro totalizam 600 milhões de litros, ou cerca de 125 mil barris por dia (bpd), contra 650 milhões de litros em outubro. No terceiro trimestre, a Petrobras registrou o maior volume de importação trimestral de diesel do ano, com 110 mil bpd, segundo dados da empresa. A média dos nove primeiros meses ficou em 103 mil bpd.
A companhia não projetava importações significativas para novembro após as grandes compras de outubro. Segundo Laureano, houve paradas em unidades como a Rnest (Pernambuco) e a Repar (Paraná), e a compra de novembro é uma recomposição de estoques. A estatal também reforçou as compras externas diante das incertezas do setor privado com a alta do petróleo e dos derivados, em meio às tensões no Oriente Médio. O Brasil importa cerca de 30% da demanda de diesel.
Visão dos importadores
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), as importações projetadas pela Petrobras para novembro representam 48% dos contratos fechados até agora. O presidente da entidade, Sergio Araujo, diz que o balanço de oferta indica "baixíssimo risco de falta" de diesel. Ele estima que a Petrobras respondeu por 51% do diesel importado pelo país em outubro, contra 39% em setembro.
Araujo afirma que a incerteza no setor privado é "grande", por causa dos custos elevados e da continuidade do programa de subsídios do governo, renovado mensalmente. A Abicom calcula que o diesel vendido nos polos da Petrobras está mais de R$ 3 por litro abaixo da cotação no exterior, defasagem próxima de 100% que, segundo a associação, limita as compras do setor privado. A estatal manteve seus preços em ano de eleição com apoio de subsídios.
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