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Após reunião de quatro horas com Lula, Durigan diz que não há "fórmula mágica" e fala em manter compromissos fiscais

O ministro da Fazenda afirmou que o governo vai reforçar as regras fiscais, mas não anunciou medidas. As propostas serão levadas a Lula depois da viagem à COP31, na Turquia.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Após reunião de quatro horas com Lula, Durigan diz que não há "fórmula mágica" e fala em manter compromissos fiscais
Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que não há "fórmula mágica" para a economia e que o governo vai manter os compromissos fiscais e os compromissos sociais assumidos na campanha. A declaração foi dada após uma reunião de cerca de quatro horas no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, ex-ministros e economistas.

O que foi dito

"A gente teve bastante convergência, tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro. Não nos parece haver fórmula mágica e, sim, manutenção dos compromissos fiscais", disse Durigan. Ele acrescentou que o compromisso é seguir melhorando as contas públicas, "com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado com as regras fiscais atuais", de modo a melhorar tanto os indicadores sociais quanto o resultado das contas do governo.

Questionado sobre ações concretas, o ministro disse que a reunião não discutiu "medidas específicas". Afirmou ainda que o governo tem o compromisso de entregar superávit nos próximos anos e de manter a trajetória de resultado primário prevista para 2027 no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Próximos passos

Durigan informou que, junto com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, continuará elaborando propostas para apresentar a Lula depois da viagem do presidente à COP31, na Turquia, prevista para a próxima semana. Ele não indicou data para a conclusão das sugestões. Entre os temas discutidos estiveram o patamar elevado dos juros e as incertezas do cenário internacional.

Quem participou

Estiveram na reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti, Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, o empresário Eduardo Moreira e a economista Laura Carvalho.

Contexto

O encontro ocorreu um dia depois de o Banco Central interromper um ciclo de quedas e manter a Selic em 13,75% ao ano. Aliados de Lula criticam os juros altos e rejeitam um ajuste fiscal forte, enquanto o mercado aguarda medidas de contenção de despesas.

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