Polícia Civil de SC faz operação contra esquema de propina para liberar alvarás na prefeitura de São José
A Operação Alvará II cumpriu 10 mandados de busca em São José, Palhoça e Florianópolis. Segundo a polícia, um secretário, dois fiscais e um arquiteto cobravam de R$ 2 mil a R$ 3 mil por alvará.

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Alvará II, que investiga um esquema de cobrança de propina na prefeitura de São José, na Grande Florianópolis. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em São José, Palhoça e Florianópolis, inclusive na sede da prefeitura municipal.
Quem é investigado
Segundo a investigação, o grupo era formado por um secretário municipal, dois fiscais e um arquiteto particular. Um dos fiscais atuava na Secretaria de Urbanismo e o outro na Vigilância Sanitária. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelas autoridades. A polícia apura a existência de associação criminosa e afirma que um dos alvos era o principal articulador do esquema, que intermediava interesses privados em diferentes setores da administração municipal.
Como funcionava
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Nogueira, detalhou o caso após as buscas. "O esquema era basicamente cobrança de propina, suborno, popularmente dito, para facilitar a expedição de alvará de construção e outros tipos", disse. De acordo com a polícia, os valores cobrados variavam, em geral, de R$ 2 mil a R$ 3 mil.
Posição da prefeitura
Procurada, a prefeitura de São José afirmou que trabalha em conjunto com a Polícia Civil no levantamento de informações e que, em nome da transparência, se manifestará quando tiver acesso aos dados complementares. Não houve manifestação dos investigados, que não foram identificados.
São José é a quarta cidade mais populosa de Santa Catarina, com cerca de 301 mil habitantes.
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