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OPERAÇÃO SHYLOCK

MP de São Paulo faz operação em Campinas contra agiotagem e extorsão e prende sete, entre eles um escrevente de cartório

O Gaeco do MPSP cumpre 11 mandados de prisão preventiva e 24 de busca contra grupo suspeito de emprestar dinheiro com imóveis como garantia. Ao menos 62 pessoas foram vítimas, e 18 perderam seus imóveis.

Redação MNSegurança2 min de leitura
MP de São Paulo faz operação em Campinas contra agiotagem e extorsão e prende sete, entre eles um escrevente de cartório
Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo deflagrou na manhã desta sexta-feira (6), em Campinas, no interior paulista, a Operação Shylock contra uma organização criminosa suspeita de agiotagem e extorsão. Segundo a Polícia Militar, sete pessoas foram presas, entre elas um escrevente de um cartório de notas. A investigação identificou ao menos 62 vítimas, das quais 18 perderam imóveis dados como garantia de empréstimos.

Como o grupo atuava

De acordo com as investigações, o grupo concedia empréstimos particulares com juros elevados e exigia imóveis como garantia. Os suspeitos teriam fraudado contratos para executar essas garantias e se apropriar dos bens, mesmo quando as vítimas já haviam pago parte ou a totalidade da dívida. O esquema envolveria mais de 50 imóveis.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, havia divisão de tarefas dentro da organização: captação de vítimas, negociação dos empréstimos, formalização dos contratos, administração financeira, cobrança e ocultação dos valores. O Ministério Público apura ainda se o grupo usava empresas de fachada e intermediários para esconder a origem e o destino do dinheiro.

Mandados e bloqueios

A Justiça expediu 11 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Também foram determinados o bloqueio de R$ 4,68 milhões em bens e valores, o sequestro de imóveis e o afastamento cautelar de função pública. A operação é coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP e conta com equipes do 1º e do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Investigação

Os investigados respondem por suspeitas de agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa. A defesa do escrevente preso não foi localizada, e não houve manifestação dos demais investigados nos materiais divulgados até o momento.

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