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Polícias do Rio prendem sete em operação contra venda de carros roubados anunciados em redes sociais

A segunda fase da Operação Sinal Oculto cumpre oito mandados de prisão preventiva em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Cerca de 360 agentes participam da ação.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícias do Rio prendem sete em operação contra venda de carros roubados anunciados em redes sociais
Foto: Reprodução

As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro realizaram nesta sexta-feira (6) a segunda fase da Operação Sinal Oculto, contra uma organização criminosa suspeita de roubos, adulteração e venda de veículos roubados. São cumpridos oito mandados de prisão preventiva na comunidade Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste da capital. Até a última atualização das informações, sete pessoas haviam sido presas.

Como a ação foi montada

Cerca de 360 agentes foram mobilizados, com apoio de dois blindados. Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram depois que foram identificados, nas redes sociais, anúncios de carros de alto valor por preços muito abaixo do mercado.

O que apontam as investigações

A Polícia Civil afirma, em nota, que apurou uma "estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas, suporte financeiro e possíveis conexões com o tráfico de armas de uso restrito". O grupo, segundo a corporação, usava dados de veículos regularizados para mascarar a origem ilícita dos carros, que depois eram anunciados com aparência de legalidade. Os envolvidos também recebiam encomendas de modelos específicos, o que, para a polícia, indica ligação entre a demanda do mercado clandestino e os roubos de automóveis na região.

A análise de aparelhos eletrônicos e registros de comunicação identificou indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio clandestino de armas. Os investigadores analisaram 19.777 mensagens e 2.324 áudios, que incluíam negociações de fuzis AK-47, armamentos de calibre .50 e pistolas de uso restrito.

Primeira fase

A primeira fase foi realizada em agosto, quando policiais civis cumpriram 37 mandados de busca e apreensão. A polícia diz que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. Os nomes dos presos não foram divulgados e não houve manifestação da defesa.

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