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Polícia Civil do Amazonas faz busca na casa da professora Maria do Carmo após TJ derrubar liminar

A busca e apreensão em Manaus integra inquérito sobre manipulação de imagens de uma adolescente. A defesa aguarda o julgamento de um habeas corpus.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia Civil do Amazonas faz busca na casa da professora Maria do Carmo após TJ derrubar liminar
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), um mandado de busca e apreensão na casa da professora Maria do Carmo (PL), candidata derrotada ao governo do estado, no bairro Vieiralves, em Manaus.

O que a investigação apura

A medida faz parte de um inquérito sobre a divulgação e a manipulação de imagens nas redes sociais envolvendo uma adolescente. A apuração trata de suspeitas de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Por envolver menor de idade, a adolescente não é identificada.

Decisão judicial

A diligência ocorreu depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogou a liminar que suspendia a ordem de busca. O desembargador Paulo Feitoza entendeu que a medida era necessária para preservar provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas.

Em 29 de outubro, policiais já haviam feito diligências em endereços supostamente ligados à campanha de Maria do Carmo. Na ocasião, ela negou ter sido alvo da ação. No dia seguinte, uma liminar suspendeu temporariamente a busca em relação a ela.

Defesa

A defesa de Maria do Carmo alegou que ela compareceu espontaneamente à delegacia, colocou-se à disposição dos investigadores e ofereceu a entrega voluntária de aparelhos eletrônicos. Um advogado que acompanhava o cumprimento do mandado informou que só se pronunciaria após a conclusão da diligência. O habeas corpus apresentado pela defesa ainda será julgado, e a decisão que autorizou a busca não representa julgamento definitivo do pedido.

Na quarta-feira (4), o delegado Marcelo Martins assumiu o inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil.

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