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JUSTIÇA AMERICANA

Ex-marido de galerista americano morto no Rio é condenado à prisão perpétua nos EUA

Daniel Sikkema foi sentenciado em Nova York como mandante do assassinato de Brent Sikkema, morto a facadas em janeiro de 2024 no Jardim Botânico, no Rio.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Ex-marido de galerista americano morto no Rio é condenado à prisão perpétua nos EUA
Foto: Reprodução

O empresário Daniel Sikkema foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (6), nos Estados Unidos, pelo assassinato do ex-marido, o galerista americano Brent Sikkema, morto a facadas no Rio de Janeiro em janeiro de 2024.

A condenação

Sikkema já havia sido considerado culpado em 22 de maio, ao fim de um julgamento de duas semanas em Nova York. Ele foi condenado por homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer homicídio em país estrangeiro.

O procurador americano Jamie McDonald, do Distrito Sul de Nova York, afirmou em comunicado que a sentença responsabiliza o réu "por um plano frio e premeditado de assassinato por encomenda". Segundo o procurador, Sikkema manipulou amigos, familiares e funcionários para executar o crime, motivado pela ganância.

O crime

Brent Sikkema tinha 75 anos e era dono da galeria de arte Sikkema Jenkins & Co., em Nova York. Ele foi morto na madrugada de 14 de janeiro de 2024, no sobrado onde morava, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio. A vítima foi golpeada 18 vezes com uma faca.

De acordo com a investigação, o casal estava em processo de divórcio, com disputa patrimonial que incluía a galeria. A acusação sustenta que Sikkema contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para matar o ex-marido, com promessa de US$ 200 mil. Prevez usou chaves fornecidas pelo mandante para entrar na casa, segundo o relato da Justiça.

O processo apontou ainda 11 transferências de dinheiro para Prevez e para uma pessoa próxima a ele em Cuba. A origem dos pagamentos foi escondida com o uso de nomes de amigos, funcionários e parentes, que desconheciam a finalidade das operações.

O Ministério Público do Rio havia denunciado Sikkema como mandante do crime. Prevez, que confessou o assassinato, foi preso. Sem manifestação da defesa de Sikkema sobre a sentença nos textos consultados.

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