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Ministério da Notícia
PREVENÇÃO AO HIV

O que é o lenacapavir e como ele atua contra o HIV

Entenda o funcionamento da nova profilaxia injetável de ação prolongada recomendada para a prevenção do vírus

Redação MNSaúde3 min de leitura
Imagem ilustrativa. Profissional de saúde aplica injeção no ombro de uma paciente em ambiente clínico.
O que é o lenacapavir e como ele atua contra o HIV

Imagem ilustrativa. Profissional de saúde aplica injeção no ombro de uma paciente em ambiente clínico.

Foto: CDC

A ampliação do acesso a novos métodos de prevenção do vírus da imunodeficiência humana busca conter o registro anual de novas infecções na América Latina e no Caribe. A Organização Pan-Americana da Saúde passará a disponibilizar o antirretroviral lenacapavir para quatorze países da região, incluindo o Brasil. A medida visa oferecer alternativas mais práticas para grupos que enfrentam dificuldades com os esquemas de uso frequente. A estratégia faz parte de um esforço global para reduzir os casos da doença e eliminar o problema de saúde pública até o ano de 2030.

O lenacapavir é um medicamento antirretroviral que funciona como uma profilaxia pré-exposição injetável de ação prolongada. Em termos práticos, a substância age impedindo a replicação do vírus no organismo humano antes que a infecção se estabeleça. Ensaios clínicos demonstraram eficácia de quase cem por cento na prevenção do vírus, o que levou a Organização Mundial da Saúde a recomendar o produto em 2025. O fármaco foi desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences e integra um conjunto de ferramentas que já conta com preservativos, diagnóstico precoce e a versão oral diária ou sob demanda.

O medicamento se diferencia dos métodos tradicionais principalmente pela frequência de administração. Enquanto comprimidos exigem ingestão diária ou em momentos específicos, a injeção do lenacapavir é aplicada duas vezes ao ano. Essa periodicidade semestral atende a diferentes necessidades e preferências dos pacientes, favorecendo abordagens centradas na rotina de cada pessoa. A Organização Pan-Americana da Saúde destaca que a diversidade de opções é essencial para alcançar quem tem dificuldades com os tratamentos convencionais.

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Como será a distribuição e a produção

A aquisição do medicamento pelos governos participantes ocorrerá por meio de fundos rotatórios regionais da entidade internacional. Essa via complementa acordos de licenciamento voluntário que já abrangem vinte e quatro países na região e cento e vinte em todo o mundo. A fabricante do remédio assumiu o compromisso de avançar na transferência de tecnologia para o Brasil para viabilizar a fabricação local. No entanto, os prazos e os mecanismos específicos para essa produção nacional ainda não foram definidos pelas partes envolvidas.

A chegada do lenacapavir aos programas nacionais de combate ao vírus não ocorre de forma imediata em todos os lugares. A incorporação depende de etapas que incluem processos regulatórios nacionais, novos protocolos clínicos e capacitação de profissionais de saúde. A organização internacional presta cooperação técnica para ajudar os governos na avaliação de necessidades, na elaboração de diretrizes e na preparação dos sistemas de saúde locais. O objetivo é garantir que a introdução do produto ocorra de maneira baseada em evidências científicas.

Para quem busca prevenção, a principal mudança é a perspectiva de contar com uma injeção semestral na rede de atendimento, somando-se ao cabotegravir e à PrEP oral. O impacto prático na rotina do cidadão dependerá do ritmo em que cada país concluir seus trâmites internos de aprovação e distribuição. As próximas etapas envolvem o planejamento programático dos governos locais e o avanço das conversas sobre a produção nacional do antirretroviral, sem prazos definitivos divulgados para a entrega das primeiras doses fabricadas no país.

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