IBGE aciona PF e AGU contra fake news sobre pesquisa de saúde
Órgão busca identificar responsáveis por boatos sobre banco de DNA estatal na coleta de sangue e urina da PNS 2026
Imagem ilustrativa. Tubos de coleta de sangue com tampas coloridas organizados em um suporte em laboratório
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou nesta segunda-feira que acionará a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União para investigar a disseminação de fake news. A medida responde a conteúdos falsos divulgados nas redes sociais sobre a Pesquisa Nacional de Saúde realizada neste ano. De acordo com o órgão, circulam boatos na internet sugerindo que o levantamento serviria para montar um banco de DNA estatal. A instituição repudiou o conteúdo falso e esclareceu que a coleta de material biológico tem objetivos exclusivamente científicos. Em nota oficial, o instituto detalhou que os exames de sangue e urina avaliam níveis de glicose, colesterol e creatinina na população. Os materiais coletados são descartados logo após a conclusão dos testes necessários para a pesquisa. O IBGE destacou que a desinformação recente impacta diretamente a operação de campo em todo o país. Por essa razão, a identificação dos responsáveis tornou-se urgente para garantir a continuidade segura dos trabalhos. Esta é a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho com previsão de término em novembro. A iniciativa ocorre em parceria com o Ministério da Saúde para subsidiar campanhas de vacinação e planejamento de serviços.
Coleta abrange milhares de lares e exames específicos
O planejamento atual prevê a visita de agentes a cento e quarenta mil domicílios em território nacional. Durante as visitas, os profissionais medem o peso, verificam a altura e aferem a pressão arterial de moradores selecionados. A etapa que envolve a coleta de sangue e urina por profissionais qualificados atinge entre quinze e vinte mil pessoas com trinta e cinco anos ou mais. Os dados obtidos ajudam a desenhar um panorama preciso sobre hábitos de vida e o acesso a serviços médicos. O instituto reforça que a participação cidadã fortalece o planejamento de políticas públicas voltadas para as reais necessidades da população. As ações de prevenção e a promoção de alimentação saudável dependem diretamente das estatísticas geradas pelo levantamento. A atuação conjunta com autoridades federais busca cessar os danos causados pelos boatos e assegurar a confiabilidade das estatísticas oficiais.
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