O que são cirurgias eletivas no SUS e como cresceu o atendimento
Entenda os números de procedimentos realizados pelo sistema público e quais estados tiveram os maiores aumentos de atendimento.

As cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde representam os procedimentos médicos que não possuem caráter de urgência imediata, sendo agendados previamente. Compreender esse volume de atendimento é fundamental para avaliar o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade na rede pública. O acompanhamento desses dados mostra o ritmo em que os hospitais e unidades de saúde conseguem atender os pacientes que aguardam na fila por operações planejadas.
Esses procedimentos envolvem diversas especialidades médicas e são realizados de forma gradual conforme a capacidade de atendimento da rede pública. O governo federal coordena esses registros para monitorar a oferta de saúde em âmbito nacional e planejar ações de expansão. Nos últimos anos, o país registrou uma trajetória contínua de crescimento no volume total de operações cirúrgicas eletivas realizadas pela rede pública.
O Sistema Único de Saúde registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 608 mil procedimentos a mais no país. O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada recentemente após o país alcançar 14,9 milhões de cirurgias eletivas no ano anterior. Parte desses atendimentos ocorreu no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que somou 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho.
Como funciona a ampliação dos atendimentos
O programa Agora Tem Especialistas tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS. Essa meta é alcançada por meio da ampliação de mutirões assistenciais, da utilização de unidades móveis de saúde em formato de carretas e da aquisição de transporte sanitário. Além disso, a iniciativa fortalece o uso da Telessaúde para otimizar os diagnósticos e o fluxo de pacientes na rede pública.
O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados brasileiros durante o período analisado. Os maiores crescimentos ocorreram no Distrito Federal com 31%, em Sergipe com 25%, na Paraíba com 23%, na Bahia com 20% e no Ceará com 20%. Também apresentaram altas relevantes o Amapá com 18%, Alagoas com 15%, Piauí com 15%, Roraima com 14%, Minas Gerais com 13%, Goiás com 12%, Rio de Janeiro com 11% e Rio Grande do Sul com 11%.
Para quem depende da rede pública, o crescimento no volume de procedimentos significa uma chance maior de conseguir realizar a cirurgia necessária. O acompanhamento dessas estatísticas permite verificar em quais regiões o acesso à saúde está avançando de forma mais rápida. O esforço conjunto entre estados e governo federal busca dar vazão à demanda reprimida por atendimento médico especializado.
A projeção oficial do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas ao longo deste ano, superando a marca registrada no ano anterior. As próximas etapas dependem da continuidade dos mutirões e da eficiência dos programas federais na redução das filas de espera. A meta permanece voltada para garantir maior celeridade aos pacientes que aguardam por procedimentos planejados na rede pública.
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