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Ministério da Notícia
CIRURGIAS NO SUS

O que são cirurgias eletivas no SUS e como cresceu o atendimento

Entenda os números de procedimentos realizados pelo sistema público e quais estados tiveram os maiores aumentos de atendimento.

Redação MNSaúde3 min de leitura
O que são cirurgias eletivas no SUS e como cresceu o atendimento
Foto: Ministério da Notícia

As cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde representam os procedimentos médicos que não possuem caráter de urgência imediata, sendo agendados previamente. Compreender esse volume de atendimento é fundamental para avaliar o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade na rede pública. O acompanhamento desses dados mostra o ritmo em que os hospitais e unidades de saúde conseguem atender os pacientes que aguardam na fila por operações planejadas.

Esses procedimentos envolvem diversas especialidades médicas e são realizados de forma gradual conforme a capacidade de atendimento da rede pública. O governo federal coordena esses registros para monitorar a oferta de saúde em âmbito nacional e planejar ações de expansão. Nos últimos anos, o país registrou uma trajetória contínua de crescimento no volume total de operações cirúrgicas eletivas realizadas pela rede pública.

O Sistema Único de Saúde registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 608 mil procedimentos a mais no país. O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada recentemente após o país alcançar 14,9 milhões de cirurgias eletivas no ano anterior. Parte desses atendimentos ocorreu no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que somou 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho.

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Como funciona a ampliação dos atendimentos

O programa Agora Tem Especialistas tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS. Essa meta é alcançada por meio da ampliação de mutirões assistenciais, da utilização de unidades móveis de saúde em formato de carretas e da aquisição de transporte sanitário. Além disso, a iniciativa fortalece o uso da Telessaúde para otimizar os diagnósticos e o fluxo de pacientes na rede pública.

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados brasileiros durante o período analisado. Os maiores crescimentos ocorreram no Distrito Federal com 31%, em Sergipe com 25%, na Paraíba com 23%, na Bahia com 20% e no Ceará com 20%. Também apresentaram altas relevantes o Amapá com 18%, Alagoas com 15%, Piauí com 15%, Roraima com 14%, Minas Gerais com 13%, Goiás com 12%, Rio de Janeiro com 11% e Rio Grande do Sul com 11%.

Para quem depende da rede pública, o crescimento no volume de procedimentos significa uma chance maior de conseguir realizar a cirurgia necessária. O acompanhamento dessas estatísticas permite verificar em quais regiões o acesso à saúde está avançando de forma mais rápida. O esforço conjunto entre estados e governo federal busca dar vazão à demanda reprimida por atendimento médico especializado.

A projeção oficial do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas ao longo deste ano, superando a marca registrada no ano anterior. As próximas etapas dependem da continuidade dos mutirões e da eficiência dos programas federais na redução das filas de espera. A meta permanece voltada para garantir maior celeridade aos pacientes que aguardam por procedimentos planejados na rede pública.

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