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Ministério da Notícia
Saúde mental

Metade dos jornalistas brasileiros relata depressão, aponta estudo

Levantamento da Fundacentro com apoio da Fenaj ouviu 257 profissionais de imprensa: 48% têm insônia, 36% relatam ansiedade e até 37% dizem ter sofrido assédio moral no trabalho.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Metade dos jornalistas brasileiros relata depressão, aponta estudo
Metade dos jornalistas brasileiros relata depressão, aponta estudo
Metade dos jornalistas brasileiros relata depressão, aponta estudo
Foto: Ministério da Notícia

Um levantamento inédito sobre as condições de trabalho na imprensa brasileira acendeu um alerta sobre a saúde mental de quem produz a notícia. Metade dos jornalistas ouvidos relatou quadro de depressão, e quase metade convive com insônia.

O estudo "Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil" foi conduzido pela Fundacentro, fundação ligada ao Ministério do Trabalho que pesquisa segurança e saúde do trabalhador, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (14) ao Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional.

Ao todo, 257 jornalistas de diferentes regiões do país responderam a um questionário online. A pesquisa foi conduzida pelas pesquisadoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze.

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Depressão, insônia e ansiedade

Dos entrevistados, 50% apresentaram sinais de depressão. Dentro desse grupo, 9% estão em nível severo e 16% em nível extremamente severo.

A insônia atinge 48% dos profissionais, índice bem acima da média nacional, que fica entre 28,7% e 38% segundo dados do Ministério da Saúde. Episódios de ansiedade foram relatados por 36% dos participantes.

O consumo de álcool também chamou a atenção: 21,5% dos jornalistas apresentam padrão de risco, uso nocivo ou provável dependência.

Assédio e pouco apoio

A pressão não vem só do relógio. Pelo menos 26% dos entrevistados disseram já ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho, número que chega a 37% dependendo do critério usado na análise. Outros 30% relataram ter sido alvo de cyberbullying.

O estudo associa esse quadro a jornadas de alta pressão, com pouco controle sobre as próprias tarefas e pouca rede de apoio. Para 61% dos profissionais, o suporte recebido de colegas e chefes é insuficiente.

Um problema que sai da redação

Para a Fenaj, os números vão além do adoecimento individual. A presidenta da entidade, Samira de Castro Cunha, afirmou que a situação afeta o direito da sociedade à informação, num cenário marcado por estresse, ansiedade, depressão, insônia, assédio e violência digital.

A avaliação dos pesquisadores é semelhante: a precarização do trabalho na imprensa compromete a qualidade da informação que chega ao público e, com ela, o funcionamento das instituições democráticas.

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