Lula diz que vai fiscalizar prazos do governo e que quem não entregar deve "cair fora"
Em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, o presidente afirmou que, além da Casa Civil, ele próprio acompanhará datas de entrega das medidas aprovadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que passará a fiscalizar pessoalmente o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo. Segundo ele, quem não estiver disposto a executar as decisões deve deixar a gestão. A declaração foi dada em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.
A fala do presidente
"A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal, sabe? Do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar", disse Lula, em referência a si mesmo. Ele completou: "Aprovou uma coisa, eu quero saber data de entrega, quero saber [em] quanto tempo [vai ser entregue]. Quem não quiser fazer, cai fora, porque o Brasil não pode esperar."
Lula também disse querer tirar o país do estágio de "desenvolvimento" nos próximos quatro anos de governo. "Nós queremos transformar esse país numa potência econômica, não queremos ficar dependendo da China ou dos Estados Unidos", afirmou.
Contexto
Lula foi reeleito em outubro e começa o quarto mandato em janeiro de 2027. O próximo governo deve enfrentar um Congresso com maioria de oposição, o que exigirá negociação para transformar propostas em medidas efetivas. A cobrança por prazos e resultados não é nova: em agosto de 2025, em reunião ministerial, o presidente já havia dito que o governo "não tem mais muito tempo". A Casa Civil, comandada pela ministra Miriam Belchior, coordena a execução das políticas públicas entre os ministérios.
Pauta da reunião
O encontro do CNPE, às vésperas da COP31, que começa na segunda-feira (9), na Turquia, aprovou as diretrizes para a elaboração do Mapa do Caminho Nacional, que busca reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis no país.
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