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CASO MASTER

Celular de Vorcaro registra 316 interações com Moraes nos dois meses antes da prisão, aponta levantamento jornalístico

Levantamento feito a partir de dados do aparelho do dono do Banco Master identifica 316 interações com o ministro do STF Alexandre de Moraes entre setembro e novembro de 2025. Moraes e a defesa de Vorcaro não se manifestaram.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Celular de Vorcaro registra 316 interações com Moraes nos dois meses antes da prisão, aponta levantamento jornalístico
Foto: Reprodução

O celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, registra 316 interações com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes nos dois meses que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. É o que mostra um levantamento jornalístico divulgado nesta sexta-feira (6) a partir de dados do aparelho, apreendido pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025.

O que o levantamento encontrou

Até agora, só se conhecia o teor de 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, escritas em bloco de notas e enviadas como imagem de visualização única. Elas constam em relatório da PF tornado público em setembro pelo ministro André Mendonça.

Segundo o levantamento, o WhatsApp mantém bancos de dados secundários que preservam registros mesmo depois que mensagens temporárias, apagadas após 24 horas, somem do histórico principal. Um sistema do próprio iPhone, que registra o envio de mensagens para sugerir contatos frequentes, indica que, de 17 de setembro a 17 de novembro de 2025, Vorcaro enviou 187 mensagens a Moraes e recebeu outras 129 de volta.

Mensagens reconstituídas

O levantamento reconstituiu 17 mensagens inéditas. Em 24 de outubro de 2025, ao enviar uma imagem, Moraes escreveu: "Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs". Em 12 de novembro, o ministro escreveu: "Não basta ser pai, tem de participar rsrs", e Vorcaro respondeu: "Você é paizão".

Defesa e questionamentos

Moraes e a defesa de Vorcaro foram procurados e não se manifestaram. Os advogados do banqueiro tentam, em petição ao STF, anular as provas extraídas do celular, com a tese de quebra da cadeia de custódia do aparelho, e dizem que Vorcaro não reconhece a veracidade das mensagens a ele atribuídas. Moraes também questiona a cadeia de custódia. A defesa chama o relatório da PF de mentiroso e afirma que ele foi produzido como "vingança" pela atuação do ministro nos processos sobre a tentativa de golpe de Estado.

Vorcaro é acusado de liderar uma organização criminosa responsável por fraude de R$ 12,2 bilhões contra o sistema financeiro nacional, na venda de carteiras com ativos inexistentes.

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