Lula exige quebra de sigilo no caso Master e cobra transparência total
Presidente classifica investigação como o maior crime financeiro da história do Brasil e pede medida urgente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira a quebra completa do sigilo das investigações envolvendo todas as pessoas citadas no caso Master. A manifestação do chefe do Executivo ocorre no momento em que o Supremo Tribunal Federal enfrenta uma grave crise institucional. A polêmica envolve decisões recentes de minist da corte superior ligadas aos desdobramentos do inquérito do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em mensagem publicada nas redes sociais, o mandatário classificou o episódio como o maior crime financeiro da história do país. Lula afirmou que a sociedade brasileira exige explicações imediatas sobre os fatos revelados nas últimas semanas. A cobrança por transparência total busca conter o impacto político dos vazamentos seletivos que atingem o processo eleitoral. O presidente sustentou que a medida deve alcançar todos os investigados, doa a quem doer, sem exceção. A crise no tribunal teve início após a decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo de relatórios parciais da Operação Compliance Zero. Mendonça relata a investigação sobre corrupção de agentes públicos e fraudes bilionárias atribuídas a Vorcaro. O material tornado público inclui dezenas de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro e direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes. Nos diálogos, o antigo executivo demonstra proximidade com o magistrado e menciona um contrato milionário envolvendo o escritório da esposa de Moraes.
Crise institucional no Supremo Tribunal Federal
O ministro Alexandre de Moraes negou qualquer tipo de contato com o ex-banqueiro investigado pela Polícia Federal. Na sequência da divulgação do material, Moraes tornou público um relatório de inteligência da corporação que aponta suposto direcionamento conduzido por Mendonça contra adversários políticos. A gravidade dos conflitos internos levou o ministro Edson Fachin a cancelar a sessão plenária prevista para esta quarta-feira. Em paralelo, a movimentação na cúpula da segurança pública incluiu a determinação do ministro Flávio Dino para a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. A decisão sobre a chefia da corporação gerou críticas de delegados contra o afastamento anterior ocorrido por via monocrática. A cobrança do Palácio do Planalto por rigor e abertura total das informações busca estancar a deterioração do ambiente político entre os poderes da República. As autoridades aguardam os próximos desdobramentos judiciais para definir os rumos das investigações em curso.
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31/10/2026






