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Lula defende responsabilidade fiscal e diz que economia precisa estar "arrumada" para atrair investimentos

O presidente falou em reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, horas depois de receber economistas no Palácio da Alvorada.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Lula defende responsabilidade fiscal e diz que economia precisa estar "arrumada" para atrair investimentos
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (5) responsabilidade fiscal em seu governo e disse que, para atrair investimentos, a economia do país precisa estar "arrumada". As declarações ocorreram em reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, em Brasília, num momento em que o governo é pressionado por ajuste fiscal.

O que disse Lula

Lula afirmou que não quer que o Estado seja o "senhor supremo da exploração, da transformação e da industrialização" dos minerais críticos e defendeu parcerias com outros países. "Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade. É por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que temos que ter responsabilidade fiscal", declarou.

Em outro trecho, disse: "Para a gente atrair, vamos ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se estamos falando sério."

O presidente também afirmou que o Brasil "saiu dessa eleição como exemplo" e que o vitorioso nas urnas não foi um partido nem um candidato, mas o povo brasileiro. Criticou ainda privatizações feitas em governos anteriores, dizendo que esses governantes "não tinham um projeto de pátria, tinham projeto de conta bancária".

Reunião com economistas

As falas ocorreram horas depois de Lula se reunir, no Palácio da Alvorada, com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e economistas, em meio a discussões sobre novas medidas de ajuste fiscal. Integrantes do governo afirmam que é a primeira rodada de encontros, e que a expectativa é ouvir outros economistas e empresários.

O encontro foi marcado de última hora e não constava da agenda oficial. Ocorreu um dia depois de o Banco Central interromper o ciclo de cortes de juros ao manter a Selic em 13,75% ao ano.

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