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COP31

Lula quer atrair US$ 2,2 bilhões para o fundo de florestas tropicais na cúpula do clima da Turquia

O presidente embarca na segunda-feira (9) e tentará mobilizar novos recursos para o TFFF, que tem cerca de US$ 7,8 bilhões em compromissos e precisa chegar a US$ 10 bilhões até 31 de dezembro.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Lula quer atrair US$ 2,2 bilhões para o fundo de florestas tropicais na cúpula do clima da Turquia
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará mobilizar novos recursos para o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) durante a cúpula de líderes da COP31, na Turquia. O mecanismo, criado pelo Brasil, reúne cerca de US$ 7,8 bilhões em compromissos e tem como meta alcançar US$ 10 bilhões até o fim de 2026. Faltam, portanto, US$ 2,2 bilhões.

Agenda da viagem

Lula embarca na manhã de segunda-feira (9) para uma viagem internacional que também inclui as Filipinas. Na Turquia, participará da abertura da cúpula de líderes da conferência, em 11 de novembro, e de um evento sobre florestas, em que defenderá o fortalecimento do fundo. O encontro sobre florestas está previsto para as 15h do dia 11.

O que é o fundo

O TFFF foi criado para remunerar países que conservam suas florestas tropicais. O mecanismo estabelece investimentos e pagamentos vinculados à manutenção da cobertura florestal, com recursos destinados aos países que cumprem os critérios de conservação. Foi lançado na COP30, em Belém, e tem uma base de intenções de investimento puxada por países como Noruega e Alemanha.

Novos aportes

O governo pretende aproveitar a presença de lideranças internacionais para atrair novos países e investidores. Reino Unido e Países Baixos anunciaram contribuições que devem ser formalizadas durante a conferência, e os dois participarão do encontro sobre florestas. O evento reunirá representantes de países que integram iniciativas de financiamento florestal, entre eles Brasil, Noruega, Reino Unido, Guiana e Congo.

Meta e prazo

A meta de US$ 10 bilhões não é uma expectativa de captação até o fim da COP31, mas um objetivo para o encerramento de 2026. Chegar a esse patamar em capital público funciona como gatilho contratual para ativar o fundo. A meta de longo prazo é estruturar um ecossistema de US$ 125 bilhões, sendo US$ 25 bilhões de governos e US$ 100 bilhões do setor privado internacional. O prazo de 31 de dezembro é uma condição da Noruega, maior doadora, com aporte de US$ 3 bilhões.

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