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MERCADO

Ibovespa cai quase 2% com indefinição na equipe econômica, Focus pior e Copom no radar

O principal índice da Bolsa recuava 1,99% na manhã desta terça-feira (3), aos 164.579 pontos, e o dólar subia 1,26%, a R$ 5,5057, com investidores atentos ao Copom e às eleições americanas.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Ibovespa cai quase 2% com indefinição na equipe econômica, Focus pior e Copom no radar
Foto: Reprodução

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda nesta terça-feira (3). Às 11h46 (horário de Brasília), recuava 1,99%, aos 164.579 pontos. Às 11h59, o dólar subia 1,26%, cotado a R$ 5,5057.

O que pesa sobre o mercado

Os investidores acompanham as indefinições sobre a equipe econômica e sobre o financiamento dos gastos públicos. A expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também influencia as negociações, assim como a comunicação do colegiado sobre os próximos meses.

Para Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, a alta do dólar frente ao real supera o avanço da moeda no exterior, o que sugere uma pressão doméstica adicional. Ele afirma que, na volta do feriado, os investidores também incorporam notícias acumuladas e acompanham as eleições legislativas americanas, que acrescentam incerteza ao cenário internacional.

Boletim Focus piora projeções para 2027

O Boletim Focus divulgado nesta terça mostrou piora nas expectativas das instituições financeiras para 2027. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,31% para 1,20%. A estimativa de inflação passou de 4,34% para 4,76%, e a previsão para a Selic no fim do próximo ano subiu de 11,75% para 12,50%.

Segundo Murad, o quadro significa menor expansão esperada das vendas, maior pressão sobre custos e financiamento mais caro. Na avaliação do consultor, essa combinação limita as perspectivas de lucro das empresas e reduz o preço que o investidor aceita pagar pelas ações.

Câmbio

A projeção do mercado para o dólar no encerramento de 2026 subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, valor ainda abaixo da cotação desta sessão. Para o consultor, o dólar mais caro encarece importações e insumos e amplia o desafio do Banco Central.

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