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IMPOSTO SELETIVO

Durigan diz que MP do "imposto do pecado" pode ser enviada ao Congresso ainda nesta terça e mantém carga atual em 2027

O ministro da Fazenda afirmou que a proposta mantém a carga tributária em 2027, com aumento da taxação a partir de 2028. Ele tem reunião com Lula para tratar da medida.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Durigan diz que MP do "imposto do pecado" pode ser enviada ao Congresso ainda nesta terça e mantém carga atual em 2027
Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que a medida provisória (MP) do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado", pode ser enviada ainda hoje ao Congresso Nacional. Ele tem reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir o texto.

"A MP já saiu aqui do Ministério da Fazenda, eu devo despachar como presidente hoje, tá? Então a expectativa é que seja hoje, sim", declarou Durigan a jornalistas. Segundo ele, a proposta está na Casa Civil e precisa ser aprovada até o fim do ano.

O que prevê a proposta

A medida mantém a atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde ou ao meio ambiente em 2027, período de transição. A partir de 2028, a ideia do governo é aumentar a taxação. Durigan confirmou ter feito um acordo com os setores afetados para manter a carga atual.

Como o imposto tem noventena, prazo de 90 dias para entrar em vigor depois de aprovado pelo Legislativo, o ministro disse que também combinou com os setores que, nesse intervalo, provavelmente até fevereiro de 2027, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado, para evitar perda de arrecadação.

Quem paga

O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária sobre o consumo e começa a ser cobrado em 2027. Incide sobre bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros, alguns veículos conforme o nível de poluição, extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com o tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso.

Custos para a saúde e posição dos produtores

O Ministério da Saúde, com base em levantamento da Fiocruz, aponta que o consumo de álcool gerou custos de R$ 18,8 bilhões em 2019, dos quais R$ 1,1 bilhão em gastos federais diretos com atendimentos no SUS. As doenças ligadas ao tabagismo custam R$ 153,5 bilhões por ano ao país, segundo a pasta. Estudo do governo estima em quase R$ 3 bilhões anuais o custo, para o SUS, de doenças associadas às bebidas ultraprocessadas.

Produtores nacionais afirmam que as bebidas alcoólicas já são muito tributadas, com impostos de 40% a mais de 80% do preço, e que um aumento pode causar demissões e estimular o mercado ilegal.

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