Durigan diz que indicações ao Banco Central terão "rigor técnico" e defende ajuste fiscal gradual
O ministro da Fazenda afirmou que ainda não conversou com Lula sobre novos diretores do BC e que nada em discussão justifica "medo" do mercado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (3) que ainda não teve a oportunidade de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre novas indicações para o Banco Central. Ele afirmou que as nomeações de novos diretores serão feitas com "rigor técnico" e com "diferentes perfis".
Sem motivo para "medo"
Em entrevista a jornalistas, Durigan afirmou que Lula não tem tido agenda com outros economistas e que, nas discussões com o próprio ministro, não tem sido tratado "nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo". A declaração vem após notícias de um possível encontro do presidente com o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real.
Ajuste gradual
Segundo o ministro, o governo trata de "um ajuste gradual, que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema". Durigan acrescentou que, "com toda a tranquilidade, melhorando as contas públicas, melhorando a vida das pessoas, o presidente vai ter tempo para responder todas essas angústias que estão aparecendo".
Contexto
A fala vem após notícias de um possível encontro de Lula com André Lara Resende. Durigan disse que o presidente "vai ter tempo para responder" às dúvidas que surgiram desde a reeleição, e que o governo seguirá melhorando as contas públicas.
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