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Governo do Rio exonera mais de seis mil comissionados para cortar gastos

A gestão estadual projeta uma economia de duzentos e vinte e um milhões de reais até o final do ano com os cortes.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Governo do Rio exonera mais de seis mil comissionados para cortar gastos

Sessão de tribunal, com integrantes da corte em seus lugares.

Foto: Ministério da Notícia

O governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu a exoneração de mais de seis mil servidores comissionados em todos os órgãos da administração pública. A medida foi colocada em prática pela atual gestão para conter gastos e reorganizar a máquina administrativa estadual. O total de servidores comissionados existentes no mês de março de 2026 somava catorze mil trezentos e quarenta postos. A projeção oficial indica que a redução de pessoal vai gerar uma economia de duzentos e vinte e um milhões de reais até o mês de dezembro. Esse cálculo financeiro leva em consideração apenas os cargos que continuam vagos após os desligamentos. As equipes de auditoria continuam os trabalhos e há previsão de novas dispensas em breve.

Servidores fantasmas e auditoria

As apurações internas revelaram que grande parte dos servidores exonerados sequer possuía senhas de acesso aos sistemas eletrônicos do Estado. Esses profissionais eram considerados funcionários fantasmas e compareciam aos locais de trabalho apenas uma vez por mês. A única finalidade da aparição mensal era a assinatura obrigatória da folha de ponto. O Gabinete de Segurança Institucional e a Controladoria Geral do Estado conduzem as investigações e auditorias em andamento. As novas nomeações para o primeiro escalão contam majoritariamente com servidores de carreira. Todos os escolhidos para os cargos passam por rigorosa avaliação prévia do Gabinete de Segurança Institucional. A administração reduziu o número de secretarias estaduais de trinta e duas para vinte e oito por meio de fusões. A gestão interina do desembargador Ricardo Couto começou no dia vinte e três de março de 2026. A mudança ocorreu após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado Federal. O Tribunal Superior Eleitoral tornou Castro inelegível por oito anos no final de março. O plenário do tribunal confirmou a condenação por cinco votos a dois no dia dois de junho.

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