Governo brasileiro repudia revogação de visto de embaixadora nos EUA
Administração norte-americana alegou atraso na aprovação de diplomata para justificar a medida tomada nesta terça-feira
Imagem ilustrativa. Bandeira do Brasil, com a faixa Ordem e Progresso.
O governo brasileiro manifestou repúdio nesta terça-feira contra a alteração do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A administração norte-americana fundamentou a ação na suposta lentidão do Brasil em responder sobre a aprovação diplomática de seu indicado para chefiar a embaixada em território brasileiro. Em nota oficial, o Planalto classificou as alegações como falsas e sustentou que os Estados Unidos violaram a Convenção de Viena ao divulgar publicamente o nome do indicado antes da concessão do agrément. O texto pontua que não existe prazo estipulado por convenção internacional para a liberação da anuência e que o pedido continua sob análise.
A presidência brasileira também relacionou o caso a episódios anteriores, como a recusa de visto a dois funcionários norte-americanos que pretendiam monitorar o sistema eleitoral nacional. Para o governo, houve tentativa de interferência no pleito presidencial e o ato integra uma sequência deliberada de ações hostis motivadas por divergências ideológicas. O comunicado recorda ainda a manutenção de sanções da Lei Magnitsky contra autoridades e ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicadas após a condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. Apesar do cenário, a nota destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou soluções pacíficas durante viagem a Washington em maio, quando pediu o fim das punições individuais ao presidente Donald Trump.
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31/10/2026






