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PROTESTOS NA FRANÇA

França tem quarto sábado seguido de protestos contra o governo de Macron, com mobilização em queda

Marchas tomaram Paris e outras cidades neste sábado (7), em meio à onda de insatisfação que atinge o país desde setembro. As autoridades estimam até 170 mil manifestantes e apontam adesão menor que a de semanas anteriores.

Redação MNMundo2 min de leitura
França tem quarto sábado seguido de protestos contra o governo de Macron, com mobilização em queda
Foto: Reprodução

Uma nova rodada de protestos tomou as ruas da França neste sábado (7), no quarto fim de semana consecutivo de manifestações contra o governo do presidente Emmanuel Macron. A onda de insatisfação popular atinge o país desde setembro.

Marchas em várias cidades

Em Paris, uma marcha foi autorizada a partir das 14h (10h no horário de Brasília), com saída da Praça da República e chegada à Praça da Nação. Também houve atos convocados de forma espontânea em diferentes localidades, e cidades como Marselha, Bordéus e Lille registraram protestos.

As autoridades francesas estimam a participação de cerca de 60 mil manifestantes na capital e de até 170 mil pessoas em todo o país. A polícia voltou a mobilizar cerca de 70 mil agentes em Paris, por temor de episódios de violência, saques e depredações como os registrados em 17 de outubro. As autoridades avaliaram que a mobilização estava "claramente em queda" e que o clima era festivo.

Coletes Amarelos protestam à parte

O movimento dos Coletes Amarelos, que abalou o primeiro mandato de Macron em 2018 e 2019, protestou separadamente neste sábado. O grupo se concentrou na Praça da Concórdia, perto da Assembleia Nacional e do Palácio do Eliseu, apesar da proibição da polícia. As autoridades intervieram para impedir a concentração na região, que não foi autorizada.

Origem das manifestações

O movimento começou com estudantes do ensino médio e se estendeu a sindicatos e a outras parcelas da população. Parte dos protestos é motivada pela falta de investimentos na educação pública e pelo aumento do custo de vida. O acirramento ocorre na reta final do mandato de Macron, cuja aprovação atinge os níveis mais baixos desde 2017. A líder da extrema direita, Marine Le Pen, lidera as pesquisas de intenção de voto.

Na quinta-feira (5), entre 575 mil e 1,6 milhão de pessoas foram às ruas para exigir melhores salários e aumento do poder de compra, além de manifestar apoio aos estudantes. O governo convocou reuniões na próxima semana com sindicatos, representantes patronais e organizações estudantis para discutir as reivindicações.

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