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PARAGUAI

Santiago Peña deixa batalhão militar e presta depoimento ao Ministério Público do Paraguai

O presidente destituído foi ao Ministério Público, em Assunção, um dia após o impeachment aprovado pelo Senado. A promotoria ainda define as acusações, que podem incluir tráfico de influência.

Redação MNMundo2 min de leitura
Santiago Peña deixa batalhão militar e presta depoimento ao Ministério Público do Paraguai
Foto: Reprodução

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña chegou ao Ministério Público, no centro de Assunção, na manhã deste sábado (7) para prestar depoimento aos promotores. Ele foi destituído pelo Senado na sexta-feira (6), em processo de impeachment ligado ao colapso do Ueno Bank.

Da custódia ao depoimento

Peña foi detido em sua residência na noite de sexta e, segundo o relato da imprensa local, passou a noite em uma unidade militar da capital. Manifestantes que se reuniam perto do imóvel levaram as autoridades a transferi-lo para o Regimento Escola Presidencial, no bairro Ciudad Nueva. Ele deixou o batalhão por volta das 11h para ir ao Ministério Público. Depois do depoimento, as autoridades devem definir se ele volta à unidade militar.

O que investigam

Os promotores afirmaram na sexta que as acusações ainda estavam sendo definidas e poderiam incluir tráfico de influência. A Justiça também apura supostos atos de lesão à confiança e administração em proveito próprio. Os parlamentares que apoiaram o impeachment o acusam de conflito de interesses, de manipulação da supervisão regulatória e de participação em um encobrimento envolvendo o banco central. Peña era acionista da holding do Ueno até março de 2025 e nomeou, em 2023, Carlos Carvallo Spalding, então executivo da companhia, para presidir o Banco Central, cargo do qual ele renunciou nesta semana.

Peña nega irregularidades e diz que os problemas do banco eram uma questão regulatória.

Cenário político

O vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência na sexta e deve concluir o mandato, que vai até agosto de 2028. O colapso do Ueno, banco digital com cerca de 2,9 milhões de clientes, deixou correntistas sem acesso às contas e levou a protestos em Assunção. Em frente ao prédio do Ministério Público, manifestantes se reuniram durante o depoimento.

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