Forças dos Estados Unidos e do Irã trocam ataques em nova escalada
Teerã dispara contra bases militares na região e Washington ameaça com ofensivas mais duras após conflito no Estreito de Ormuz.

As forças militares dos Estados Unidos e do Irã voltaram a entrar em confronto armado nesta quarta-feira, marcando a maior intensidade de hostilidades entre os dois países desde julho. A ofensiva norte-americana atingiu a costa sul iraniana, enquanto o governo de Teerã respondeu com disparos de mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos espalhadas por toda a região do Oriente Médio. O governo norte-americano ameaçou realizar novos ataques ainda mais devastadores diante da escalada das tensões. As ações militares provocaram forte impacto nos mercados financeiros internacionais, com quedas registradas nas bolsas da Ásia e da Europa.
Na terça-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos informou a realização de bombardeios contra sistemas de radar, defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, recursos marítimos, instalações de comunicação e equipamentos de colocação de minas. A mídia iraniana relatou ações em diversos pontos próximos ao Estreito de Ormuz, importante via navegável onde o Irã tem imposto restrições à passagem de petroleiros. O comando militar iraniano declarou que o principal objetivo atual é expulsar a presença militar estadunidense das bases mantidas na região há várias décadas.
Impacto regional e alvos atingidos
O Irã afirmou ter realizado ataques combinados com mísseis e drones contra instalações no Barein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque. As Forças Armadas da Jordânia relataram a interceptação de dez mísseis, enquanto outros três caíram em áreas remotas do território nacional. No Kuwait, o corpo de bombeiros extinguiu um incêndio em um complexo residencial atingido por um drone, sem registro de vítimas fatais no local. O Catar apontou o governo iraniano como o único responsável legal pelos ataques e pelas consequências geradas pelos disparos recentes.
autoridades iranianas relataram que pelo menos doze pessoas morreram durante a noite em decorrência dos bombardeios atribuídos aos Estados Unidos na costa. Entre as ocorrências relatadas está a destruição de uma residência em Sirik, onde ocorria uma festa de casamento, resultando em mortos e feridos, incluindo crianças. O Irã comparou o episódio a um ataque anterior contra uma escola que deixou dezenas de vítimas na primeira fase do conflito. A mídia local divulgou imagens de escombros e feridos em hospitais da região afetada pelos disparos.
A situação no Estreito de Ormuz também se agravou com o relato de dois petroleiros atingidos por minas submarinas enquanto navegavam pela rota comercial. O abastecimento global de energia sofreu abalos diretos com a interrupção no fluxo de embarcações, impulsionando os preços do petróleo para patamares não observados desde julho. O encarecimento da energia acendeu alertas sobre pressões inflacionárias em escala global, alimentadas pela onda de instabilidade nos mercados financeiros e nas transações de títulos.
O confronto atual interrompe o período de trégua iniciado em julho, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu bombardeios após alertas militares sobre a escassez de munições e de alvos estratégicos. O comando militar do Irã prometeu respostas ainda mais pesadas e generalizadas contra qualquer país que decida cooperar com as operações militares estadunidenses. Novas avaliações sobre danos materiais e possíveis baixas continuam sendo realizadas pelas autoridades dos países envolvidos na crise.
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