EUA atacam ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, na véspera das eleições americanas
Autoridades americanas dizem que os Estados Unidos atacaram a ilha de Qeshm, no sul do Irã, em mais uma ação limitada e sem anúncio oficial. A imprensa iraniana relatou cinco explosões no local.

Os Estados Unidos atacaram nesta segunda-feira (2) a ilha iraniana de Qeshm, na região do Estreito de Ormuz, segundo informações atribuídas a autoridades americanas. O governo dos EUA não anunciou nem confirmou publicamente a ação, e o Comando Central americano (CENTCOM) não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
O que se sabe sobre o ataque
A imprensa iraniana relatou cinco explosões na ilha e disse que dois aviões foram vistos por moradores. Qeshm fica no sul do Irã, no Golfo Pérsico, bem próxima ao Estreito de Ormuz, e é a maior ilha do golfo, com cerca de 1.200 a 1.500 quilômetros quadrados. Ela abriga um depósito subterrâneo de mísseis, uma base naval e uma usina de dessalinização, e já havia sido alvo de outros ataques americanos.
Ofensivas de menor escala
De acordo com as autoridades ouvidas, o ataque é o mais recente de uma série de ofensivas limitadas feitas por Washington contra o Irã nas últimas semanas. Diferentemente do início da guerra, os Estados Unidos não anunciam nem confirmam essas ações. Uma autoridade afirmou que os ataques menores e sem divulgação servem para sinalizar que o país não pretende retomar grandes operações na região.
Os Estados Unidos e o Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro.
Contexto político
A ação ocorre na véspera das eleições legislativas americanas, marcadas para esta terça-feira (3). Na mesma segunda-feira, o presidente Donald Trump disse que o Irã quer um acordo para encerrar a guerra e que um entendimento "pode acontecer". Questionado por jornalistas se considerava atacar o Irã depois das eleições, respondeu: "Não". Ele também afirmou: "Estamos vencendo o Irã, vencendo com facilidade".
Do lado de Teerã, autoridades dizem que as negociações seguem em curso, com mediação do Catar. No domingo (1º), o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse que "uma nova guerra pode durar mais do que a anterior", depois de Trump afirmar que resolveria a questão em "dez minutos".
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