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ELEIÇÕES NOS EUA

Trump chama eleições de meio de mandato de as "mais importantes de nossas vidas" na véspera da votação

Em discurso no Memorial Lincoln, o presidente americano disse que a votação de terça-feira (3) é decisiva. Projeções apontam vantagem democrata na Câmara e disputa mais equilibrada no Senado.

Redação MNMundo2 min de leitura
Trump chama eleições de meio de mandato de as "mais importantes de nossas vidas" na véspera da votação
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou as eleições de meio de mandato, marcadas para esta terça-feira (3), como as mais importantes de que se tem lembrança. A declaração foi dada na segunda-feira (2), em discurso de quase uma hora no Memorial Lincoln, em Washington, durante evento de reabertura do espelho d'água do monumento.

"Como vocês sabem, este é o último dia das eleições de meio de mandato, as mais importantes, eu acredito, em nossas vidas", afirmou Trump. No discurso, ele também destacou obras feitas na capital federal, como novos gramados, um heliponto na Casa Branca e a restauração do espelho d'água. Depois, nas redes sociais, repetiu a promessa de liberar US$ 5 mil para cada americano adulto caso o Partido Republicano vença a disputa.

O que está em jogo

A votação renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Hoje, os republicanos controlam as duas Casas: têm 218 cadeiras contra 214 na Câmara e 53 contra 47 no Senado. Para assumir o controle de cada plenário, os democratas precisam de um saldo líquido de quatro assentos.

As projeções disponíveis apontam vantagem democrata na Câmara, enquanto a disputa pelo Senado aparece mais equilibrada. O cenário ocorre com a maior desaprovação já registrada pela pesquisa do instituto Ipsos: 66% dos americanos desaprovam a gestão de Trump.

Planos para um Congresso adverso

Segundo fontes ouvidas, a Casa Branca prepara desde abril estratégias para manter as principais iniciativas do governo caso os democratas conquistem uma ou as duas Casas, incluindo a resposta a possíveis investigações parlamentares. Em entrevista a um podcast, Trump disse que pretende se tornar o "senhor do veto" e barrar propostas democratas por um ou dois meses antes de negociar acordos.

Uma eventual mudança de comando daria à oposição meios de bloquear projetos, dificultar a aprovação de indicados do presidente e abrir investigações sobre o governo. Para o Brasil, o resultado pode influenciar o rendimento dos títulos do Tesouro americano, o dólar e os juros.

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