Durigan diz que juros estão muito altos, mas evita criticar decisão do Copom
O ministro da Fazenda afirmou que a taxa de juros no Brasil é muito alta, sem criticar a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75%. Ele descartou novos anúncios fiscais nos próximos dias.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros no Brasil é muito alta, mas evitou criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na quarta-feira (4), o colegiado manteve a Selic em 13,75% ao ano e interrompeu o ciclo de cortes.
O que disse o ministro
"Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta", declarou. Segundo ele, o esforço do governo no quarto mandato do presidente Lula (PT), que foi reeleito em outubro e começa novo período em 2027, é criar condições estruturais e estímulos corretos para que a taxa diminua.
A pausa do Copom encerrou uma sequência de cinco reduções consecutivas. O ciclo de cortes havia começado em março, quando a Selic estava em 15% ao ano.
Contas públicas
Durigan disse que a equipe econômica seguirá trabalhando para reequilibrar as contas públicas, que registram déficits sucessivos. Para o mercado financeiro, esses déficits pressionam as expectativas de inflação, o dólar e, por consequência, os juros. O ministro afirmou que a meta é dar condições para que o país tenha superávit a partir do próximo ano, com ajustes graduais.
Ele reiterou que o governo "nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres" e citou como caminho a revisão de privilégios.
Sem anúncios nos próximos dias
Questionado sobre novas medidas fiscais, Durigan descartou anúncios imediatos. Segundo ele, o presidente tem viagem à conferência do clima (COP) e precisa se preparar para ela. "Quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações", disse. O ministro afirmou que conversa diariamente com Lula e que levará propostas à discussão nas próximas semanas.
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