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FILME DE BOLSONARO

Dino autoriza PF a acessar investigação sobre filme de Bolsonaro

Ministro do Supremo liberou dados de operação policial em São Paulo que apura contratos de produtora audiovisual

Redação MNSegurança2 min de leitura
Dino autoriza PF a acessar investigação sobre filme de Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta segunda-feira que a Polícia Federal tenha acesso aos dados de uma investigação sobre a produtora audiovisual Go Up Entertainment. A empresa é responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da própria corporação para examinar informações de uma operação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo que investiga contratos firmados entre a produtora e a prefeitura da capital paulista.

A apuração que chegou ao STF envolve o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora cinematográfica. Os repasses totalizam R$ 2 milhões e foram destinados por meio de emendas do deputado federal Mario Frias, do Partido Liberal de São Paulo. O caso foi formalmente apresentado à mais alta corte do país por meio de uma representação protocolada pela deputada federal Tabata Amaral, do Partido Socialista Brasileiro de São Paulo.

Repasses e conexões políticas

A destinação dos recursos veio a público após o ministro Flávio Dino assumir a relatoria de um inquérito específico que apura suposto desvio de finalidade na liberação da verba pública para o instituto. Paralelamente, o projeto cinematográfico sobre a trajetória política do ex-presidente ganhou repercussão nacional depois que uma reportagem do site The Intercept revelou tratativas sobre o financiamento das gravações.

De acordo com a publicação divulgada em novembro do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro, também do Partido Liberal do Rio de Janeiro, pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção do longa-metragem. Após a revelação das conversas, o parlamentar negou qualquer irregularidade ou acerto de vantagem indevida com o executivo, sustentando que a captação de recursos ocorreu por meio de fontes estritamente privadas.

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